Uma vez estava decidido que iria fazer um "rolê" e iria encontrar uma gata e me divertir muito.Então foi eu acompanhado dos meus destemidos companheiros, o Caveira, O Régis e o meu irmão Jorge, saímos em busca de aventura e prazer.Fomos para um bar que até aquele momento era o "póint" da Penha. Não lembro que dia que era, mas já estava muito entediado de tomar uma cerveja sentado ali com todos os garçons para nos atender. O lugar estava tão vazio que o som da descarga que vinha do banheiro era extremamente audível.Então... avante para outro "póint" no Tatuapé.
Chegando lá tomamos mais rodadas de cerveja acompanhado de algumas porções e do som da descarga do banheiro. Afinal beber cerveja dá uma mijadeira desgraçada.Cansado de ter uma excelente audição fomos para outro "póint de São Paulo. Um lugar sagrado chamado de Bar do Pedrão, lá, lá, láaaaaaaaaaaa no alto da serra. Um lugar muito, mas muito bacana mesmo, queeeee......também estava vazio.Então partimos para um outro lugar muito, mas muito mais bacana e lá, lá, lá no alto da serra, numa estrada de terra bacana com todas as poeiras e buracos. Chegando no bar, tomamos a nossa já tradicional cerveja acompanhado de algumas Canelinhas e o Chupa-Cabras, sem esquecer é claro de comprar o meu adesivo do Bar das Trilhas das Torres. Somente nós e as estrelas para nos acompanhar. Seria um clima bem romântico se fossemos uns viados. Como não somos, estava era muito chato. Chato não é bem a palavra, pois uns retardados meio alterados, fala muita besteira e ri pra caramba. Sem falar na zoeira.Até que meu amigo Caveira diz:
_Só faltou as cocotas.Já tinha até esquecido do motivo pelo qual havíamos saído aquela noite.Era quase quatro da madruga então falei:
_O jeito é apelar. Vamos para a Augusta!O dinheiro já estava acabando, mas a vontade de xavecar, azarar e pegar na mão de uma mulher era tanta que fomos ver as "damas da noite".Após rápidos trinta minutos, chegamos ao nosso destino. O vazio e o silêncio assustador do lugar foi quebrado com a chegada no meu "possante" vermelho e o som nas alturas. A famosa Rua Augusta estava deserta. Mesmo assim estacionei o carro, o que seria impossível numa noite normal, e saímos para caminhar.Não demorou muito e um baita de um king kong nos ofereceu a entrada para o antro da perdição a um preço bem acessível. Dez "real" com quatro latinhas e um show de strip-tease. Era mais ou menos oquê tinhamos no bolso. A nossa noite estava salva.Quando entramos veio aquela chuva de mulheres que nos abraçava e flertava da melhor maneira possível. Áaaaaaaaaaquilo estaaaaaaava muuuuuuuiiiito boooooooooooom.Logo gostei de uma morena. Seu olhos azuis e cabelo tipo Chanéu e um corpo atlético me enfeitiçava. Então escuto meu irmão falando pra garota que queria subir logo as escadas:
_Cinquenta reais? Xiiiiiii, nem dá. Estamos sem dinheiro.Nunca vi mulheres sumirem tão rapido. Acho que se gritassemos FOGO!!!! Elas pelo menos iriam perguntar: A ONDE? Mas meu querido irmão falou ao ouvido da moça "sem dinheiro" para presenciarmos o toque de recolher.Pensei sentado num sofá em frente ao palco e com a latinha na mão: "pelo menos vai ter o show de strip-tease...... não vai?... King Kong filho da PUUUT..............................!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!Agi rápido. Saí do lugar e subi a Augusta até chegar na Paulista num caixa eletrônico e saquei os benditos cinquenta reais pra mim e mais trinta para alguma eventualidade.Enquanto voltava a passos largos, ficava fantasiando com aquela morena de olhos azuis e cabelo chanéu. Pensava nas inúmeras possibilidades e da elasticidade do corpo humano durante o ato sexual. Pensava na minha capacidade pulmonar e quantos minutos eu poderia ficar com ela.Quando entrei só restava duas meninas que não era nem em sonho as mais gatas. A minha garota havia partido. Meu mundo tinha desabado.O Régis virou a cabeça com o olho arregalado pra mim e minha única reação foi:
_Sai fora!!! Aqui não entra nada, só sai!!!
E ele me pediu o dinheiro emprestado e eu dei.Dei o dinheiro (que ninguém pense abobrinha).E lá foi o Régis com a "Raimunda" pro segundo andar. Sabe? Da Raimunda? Aquela que é feia de cara, mas boa de bunda.Quando saímos, o sol estava radiante, brilhando tanto quanto os olhos do Régis. Pelo menos um de nós tinha achado a felicidade. Entramos no carro e fomos embora.No meio do caminho parei numa padaria e comprei oito pãezinhos e duzentas grama de mortadela e duas garrafa pet de refrigerante de uma marca que nunca tinha ouvido falar.Dirigi até o aeroporto de Guarulhos e encostei na avenida em frente a cabeceira da pista de pouso (atualmente isso não é mais possível devido a uma grande quantidade e enormes placas de PERIGO! PROIBIDO ESTACIONAR!).Sentamos na grama e comíamos nosso café da manhã enquanto os aviões passavam por sobre nossas cabeças.Apesar do nosso fracasso amoroso estávamos felizes. Quero dizer.... Não igual ao Régis, mas felizes.Senti o vento me acariciando. O sol aquecendo meu rosto. O frescor da grama na palma da minha mão. O gostinho da mortadela e o ardidinho do refrigerante em minha língua.Nesta paz de espírito, me veio dois sentimentos que deveria estar presente na vida de todas as pessoas no mundo, a FELICIDADE e a LIBERDADE.Régis, este post foi pra você. Espero que você esteja aprontando muito aí no céu.Dica para quem não acredita em destino.:- Aproveite a vida ao máximo, mas sem prejudicar outra vida. Afinal não sabemos do amanhã.- Seu carro é uma arma. Dirija com cuidado. Meu amigo Régis não teve cuidado.- Se for dirigir não beba e se beber não dirija. Não vá fazer como escrevi nesta história.Dica para quem acredita no destino.:- Faz qualquer coisa, afinal esse qualquer coisa é o seu destino mesmo.
Viver longe da minha filha, família e amigos, me "obrigou" a criar este blog. Escreverei minhas memórias, experiências, aventuras, amores, fantasias, tristezas e medos. Para que todos um dia possam refletir.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Aventura Amorosa ou Quase.
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