domingo, 5 de julho de 2009

Aventuras Amorosas ou Quase IV.

Gostava muito do meu carro. Tinha muito orgulho em dizer que meu possante era um vermelho importado da Itália.
Pensou que era uma Ferrari?
Bom... era um Fiat Tipo SLX 2.0 com muitos opcionais.
Numa noite, eu e meus amigos dando um rolê sem ter nada pra fazer, juntamos numa vaquinha um pouco de dinheiro para comprar uns gorós. Paramos num posto de gasolina que ficava aberto 24 horas e compramos algumas garrafas de bebida.
Agora só faltava um lugar legal para ir.
Entrando na primeira rua vimos que estava acontecendo uma festa numa casa e logo mandei ficarem de olho pra ver se tinha algum conhecido.
Bingo!!!
Realmente tinha uns caras conhecidos.
Invadimos a festa. Era de uma menina que estava fazendo aniversário de 15 anos.
O som tocava alto e o auge do sucesso daquele momento era os grupos É o Tchan e Terra Samba que tocavam sem parar.
As meninas todas ali dançando e eu tinha conseguido copos para então abrirmos as nossas garrafas. A bebida estava quente. Precisávamos de gelo, a opinião era unânime. Girei o meu braço e peguei na mão da primeira menina que estava dançando atrás de mim. Sem olhar quem era, perguntei:
_Você conhece a dona da festa?
Ela balançou a cabeça positivamente.
_Então vem comigo na cozinha que eu preciso de gelo.
Puxando-a pela mão, fomos até o freezer, peguei o gelo e coloquei no copo. Continuei conversando com ela normalmente como se tudo aquilo fosse a coisa mais normal do mundo. Ela um tanto assustada. Afinal não é todos os dias que um "penetra japonês cabeludo desconhecido", te arrasta do meio da pista de dança até a cozinha para roubar gelo.
Com toda minha cara-de-pau, fiquei flertando com a minha já amiga.
Ao amanhecer, nos despedimos e cada um foi para sua casa sem ao menos dizermos os nossos nomes, até que nos encontramos numa outra festa.
Dessa vez, eu não era um penetra. Meu amigo Régis estava comemorando seu aniversário... de sei lá quantos anos de idade. Se eu tinha 20 anos, acho q ele tinha uns 18.
Pra variar um pouquinho, fiquei bêbado. Não lembro de muita coisa, mas me recordo de tentar separar uma briga entre mãe e filha no meio da rua. Na verdade eu estava apanhando ali no meio e todos os meus amigos rindo de mim. Um bêbado levando sopapos de uma senhora deve ser muito cômico. Aparentemente a mãe não havia permitido à filha de ir a festa.
Nesse dia, conversei muito com minha amiga do gelo. Me lembro de ter vomitado no chão entre as pernas. Seu nome era Taty. Nome que nenhuma bebida do mundo será capaz de apagar da minha memória.
Ela morava uma rua abaixo de mim e eu nem sabia. Conhecia todas as pessoas daquela rua e não sabia que uma nova moradora havia chegado.
Começamos a sair. Trocamos intimidades. Ficamos amigos e numa noite na calçada em frente da casa do meu vizinho, nos beijamos.
Um namoro estava começando.
Passeamos, viajamos, nos divertimos. Foi tudo muito mágico, mas como em todos os relacionamentos, tivemos nossos altos e baixos. Da magia para um namoro de muita instabilidade. Eramos jovens e tinhamos tudo oquê viver pela frente com todos os nossos erros e acertos. Terminamos e reatamos o namoro varias vezes. "Fiquei" outras mulheres nesse período de vai e vem, até que um dia a Taty engravidou. Qual a razão do homem ter uma cabeça que pensa mais do que a outra? E qual a razão da mulher ter a falta de uma cabeça para não cometer certas irracionalidades. A resposta está nos instintos animais para a procriação, preservação e domínio da espécie humana.
Somente estudávamos e agora tinha um bebê a caminho. O mundo parecia ter se tornado incrivelmente assustador.
Resolvemos nos casar.
Acompanhei de perto toda a gravidez.
A aventura de uma nova vida.
A filha mais linda havia chegado ao mundo.

Muita coisa aconteceu desde então e teria que recontar alguma das histórias dos meus primeiros posts aqui do blog.
Mas basta dizer que hoje, depois de muita luta para tentar realizar um sonho, nos separamos.
Ela quebrou a confiança que sentia. Qual à razão da mentira?
Não sei ela, mas com certeza ainda me sinto muito só, mesmo depois de ter namorado outras mulheres.
Como poderia alguém viver após seus sonhos desmoronarem?
Como pode um homem viver sem um sonho?
Como poderia recuperar a confiança que sentia por você?

Meu sonho era voltar a morar na praia. Algum comércio para nos sustentar. Uma bela casa em algum lugar com vista para o mar tendo minha esposa e filha ao meu lado. Com minha família ao meu lado. Com as pessoas que amo ao meu lado.

Como pode um homem viver sem um sonho?
Como pode um homem viver sem um objetivo?


Qual outra mulher poderia me fazer sonhar novamente?

A Maior de Todas as Aventuras.

Qual seria a maior de todas as aventuras que um homem poderia viver?
Pois vos digo que foi quando minha filha nasceu.
Uma gravidez não planejada. Jovens estudantes sem nenhuma carreira ainda construída, perdidos no meio desse novo mundo.
Durante a gravidez, um desejo. Tivemos que comprar um certo cachorro quente no meio da madrugada e só poderia ser o cachorro quente daquela tiazinha lá da praça num outro bairro. Ainda bem que não foi nenhuma fruta fora de época. Dizem que as vezes o pai também sente desejo. Se é isso, então tive desejo de tomar Coca-Cola. Bom filha, você nasceu sem nenhuma marca de nascença, o que significa que atendemos todos os seus desejos.
Quando você nasceu, nem deu tanto trabalho. Pelo menos não vi sua mãe reclamar do parto. Você filha, era a nenê mais calma do mundo. Não chorava e dormia tranquila, claro que obedecendo a mamada a cada 2 horas. Não me importava nem um pouco em acordar e te dar mamadeira durante as madrugadas. Gostava de trocar suas fraldas que nem cheiravam tão ruim assim. Tinha um enorme prazer em te dar banho.
Você foi crescendo, começou a engatinhar e logo já estava andando. Você não era muito de falar em princípio. Você era mais do tipo doce e meiga. Aos seus 3 anos de idade tivemos de coloca-la no maternal, pois sua mãe e pai tinha de trabalhar. Ficamos com o coração partido quando a "pirua" veio te buscar. Mesmo nós conversando e explicando durante a semana o que aconteceria, você entrou na van assustada. Chorou, mas sem berreiro e sem cara feia. Somente as lágrimas escorrendo em sua face. Estávamos angustiados vendo a "pirua" virando a esquina. Então entramos no carro e seguimos você. Após pegar mais uma criança, foi para a escolinha. Estacionei uns 50 metros de distância tentando te ver se estava bem. Aparentemente estava tudo normal, mesmo assim entramos na escola para espia-la dentro da sala de aula. Acho que não era medo, mas saudade de casa o que você estava sentindo. Apesar das suas lágrimas, você estava bem, mas com certeza isso não tranquilizava nem a mim e nem a sua mãe. Dias depois a diretora nos mostrou um vídeo com você durante a aula . Não tinha mais lágrimas e finalmente ficamos mais tranquilos. Sempre soube que você é muito corajosa filha. Logo já estava com muitos amigos e até com um namoradinho. Depois de tanto sofrimento, foi maravilhoso ver você me ensinando palavras em inglês. que acabara de aprender. Fiquei muito orgulhoso da minha maior aventura.

Filha, não importa oquê, quem quer que seja, que te fale ao meu respeito. Eu sempre, sempre pensei e penso em você à cada minuto. Te amo muito. Sempre vou te amar não importa onde eu ou você esteja. Nunca se esqueça disso.

Declaro Meu Amor e Agradeço.

Li em vários lugares que devemos agradecer e dizer o quanto amamos antes que aconteça alguma coisa e que seja tarde demais.
Então tenho que agradecer aos meus parentes e amigos por tudo que me fizeram.

Ao meu pai que nunca me deixou faltar dinheiro ou qualquer tipo de bem material. Apesar de sempre querer que eu faça uma coisa ou outra e nunca se preocupar com o que eu sinto. Me abasteceu em tudo exceto em meu coração, na minha carência afetiva, em meu ânimo para realizar meus sonhos, me parabenizar pelas minhas conquistas, de se divertir comigo. Apesar de tudo, sempre te amei. Sonhei com um tipo de pai, mas sempre o amarei como é. Sinto falta do snowboard juntos.

Minha mãe. É complicado de escrever, mas sempre tentei te fazer mais ativa para o mundo, mas as novelas e os deveres como dona de casa sempre tomavam seu tempo. Obrigado por sempre cozinhar, lavar roupas e louças, varrer o chão, de ser minha mãe. Te amo!!! Mesmo você nunca usando um vestido que te dei. Será que ainda a verei correndo atrás de tudo que deseja? Saiba minha amada mãe que nunca é tarde.

Meu irmão Jorge.
Apesar das nossas frequentes brigas infantis, sempre nos amamos e sempre cuidamos um do outro de certa forma. Temos o mesmo signo. Até o RG, só os dois últimos números são diferentes. Casou-se e tem sua família agora. Quando conheci a Fê, entendi o por quê. Todos em sua família são maravilhosos. Eita irmão sortudo que encontrou o Gui, meu GRANDE sobrinho.

Minha tia Sueli. Foi minha outra mãe. Me fez gostar de ler, montar quebra-cabeças, arquitetura, cinema, misticismo, viajar. Fez a primeira festa de aniversario da minha vida. Obrigado pelo "o postal" quando estava na Europa. Lamento ter te dado somente um notebook de valor. Gostaria de te dar muito mais. Ainda temos de ir para Roma juntos.

Shin, Marleth e Cia. Sem palavras para descrever essa família. De longe a mais amada de todas as famílias. Era meu segundo lar. As meninas não sei explicar, mas estive perto durante a gravidez, nascimento e crescimento das 3. As considero muito mais do que primas. Com toda certeza que se eu fosse um órfão, seria neste lar que desejaria viver. Amo demais todos vocês.

Todos os outros tios e tias, primos e primas
, também me ajudaram muito e em muitas vezes, nunca vou esquecer toda família, tanto por parte do meu pai (Tio Shinko, tia Tieko, tio Kazuo, tia Yukime e principalmente ao tio Nobu e tia Mari) quanto da parte da minha mãe (tio Hiro, tia Mônica, tio Seibo, tia Lúcia, tio Toshibo) .
Aos primos e primas. Obrigado de todo coração. Emerson, não esqueço o dia que fomos assistir uma banda e você vomitou. Taty e Marcinha, longa vida pra vocês. Ichan, Ricardo e Mario, depois do que vocês já passaram, não morrem nunca mais. Só Ikume vai se dar bem rsrs. Satie também se deu muito bem. Claro!!! Baita maridão. Kazuki, vai ser um tipico e tradicional japonês. Kaori, Ariça e Ayumi, assim como as filhas do tio Nobuo, tem toda a vida pela frente, com todas as chances de ser o que quiserem ser. Nunca se esqueçam da Akemi. Ela foi uma guerreira. A guerreira mais carinhosa e altruísta do mundo.

Amigos e amigas do Brasil, que passaram em minha vida desde meus amigos da Praia Grande e Jundiapeba ao pessoal do Goulart, Cangaíba e Cisper, amigos da Federal, amigos do Aikido, amigos de Bauru em especial para as pessoas da "Vila", meu muito obrigado.

Aos meus amigos do Japão
devo um agradecimento especial, que sem as suas companhia provavelmente não suportaria as tamanhas provações que vivi nesse país. Digo amigo com a boca cheia sem distinguir nacionalidade. São além dos brasileiros e japoneses, obviamente, amigos do Peru, Bolívia, Paraguai, Tailândia, Filipinas, Laos, China, EUA, Austrália, Itália, França, etc. Nunca vi em nenhum outro lugar um país ter tantos estrangeiros vivendo num país. Aprendi muito e vivi muito tudo isso. Não tenho palavras para descrever tamanha gratidão.

Amigos e amigas da internet, vocês foram uma nova forma de conviver com as pessoas espalhadas pelo mundo, a qual me foi uma grata surpresa. Nunca imaginei fazer laços tão fortes com pessoas que nem se quer conheço pessoalmente. Considerei de verdade como sendo parte da minha família.

E o mais importante de todos os agradecimentos.
Obrigado filha por você aparecer na minha vida.
Nos piores momentos da minha vida tive você em meu coração para me dar forças e continuar lutando contra o cansaço, desanimo, dores, sono, solidão e tristeza. Você é a chama que sempre me mantem aceso não importa o tamanho do furacão que sopra. Você é meu foco para manter a lucidez diante da loucura desse mundo cão.
Te amo. Te amo e te amo filha.




Amo todos vocês.



E a Aventura Tem Início.

Tentei lembrar da minha primeira aventura. Afinal é essa à ideia principal do blog, contar minhas aventuras.
Morava em São Paulo numa casa enorme junto com meus avós, quatro tios e uma tia. Tínhamos ido ao Playcenter. Me recordo de pedir pra andar numa moto. Aqueles brinquedos que se coloca uma ficha e ele só fica balançando. Sentado naquela supercross mexendo pra frente e pra trás... essa foi minha primeira aventura. Minha tia tinha ido numa balança, que aos meus olhos era gigantesco. Fiquei doido para ir, mas não me deixaram. Então vi a montanha russa Super Jet. Meus olhos brilharam. Queria ir de qualquer jeito, mas novamente não me deixaram. Será devido a minha idade de pouco mais de três anos? Depois só lembro de me colocarem no carrossel e eu incrivelmente frustrado. Acho que notaram que estava entediado e me deram aquela tradicional bola gigante e colorida.
No dia seguinte era vôlei com a bola gigante no meio da sala de estar com meu irmãozinho que tinha pouco mais de um ano. A bem dita bola tinha que ir justamente num vaso no alto da estante? Tinha! O vaso caiu e partiu em milhões de pedaços. Escutei meu avô berrando e vi ele bufando, vindo em minha direção e tirando o cinto das calças. Corri feito doido até a copa onde minha mãe estava e me agarrei nela fazendo-a de meu escudo. Não adiantou nada. Levei varias cintadas na bunda e em tudo mais onde não conseguia enxergar sem auxílio de um espelho. Apesar dessa atitude, meu avô me conquistava quando ele me levava para passear no centro da cidade escondido da minha mãe e da minha avó. Conquistava meu carinho quando construía uns brinquedos na marcenaria dele no andar inferior.
Desde então, nessa casa, vivia aprontando. Desde tombos com meu super triciclo turbinado, até um sério acidente em que cai rolando escada abaixo, que me faz sangrar o nariz até os dias de hoje. Minha avó tinha uma receita infalível pra parar o sangramento. Ficar puxando os cabelos perto da nuca eeeeeee... olhar para o teto por cinco minutos.

Em busca de novas aventuras, nos mudamos para Praia Grande na Baixada Santista e lembro de chegar tarde da noite. Uma casa com um quintal cimentado enorme e um pequeno jardim com um pé de bananeira. Tomamos banho gelado, pois não tinha chuveiro naquelas horas da noite. Os hipermercados 24 horas só surgiriam anos mais tarde. Neste quintal enorme (lotado de carros dos parentes nas altas temporadas) que aprendi a andar de bicicleta e de patíns.
Meus pais nunca foram de conversar comigo. Nem como pais, nem como amigos. Para se ter uma ideia, as vezes tenho trauma de lugares novos.
Calma que eu explico.

Num belo dia, minha mãe me manda tomar banho e colocar umas roupas novas. Logo pensei que era para um passeio ou algo assim. Então chega buzinando uma Kombi azul que tinha algumas crianças dentro.
_Nossa!!! Que legal!!! Vamos passear!!! Onde será que vai?
Entro correndo e a porta se fecha atrás de mim. Cadê a minha mãe? Ela não entrou. Gritei para abrirem a porta. Comecei a bater no vidro e a gritar por socorro. Minha mãe do outro lado do vidro sorriu. Sei que não foi um sorriso de deboche, mas ainda me lembro muito bem daquela situação. Tinha 4 anos e estava indo para o "prézinho". Meu primeiro dia de aula, eu só sabia perguntar pela minha mãe. Essa foi minha primeira aventura longe de alguém da minha família. Com o tempo, como deveria de ser, fui me acostumando e comecei a conversar e fazer amizades. As vezes as crianças e as "tias" me olhavam torto. Eu misturava tudo na hora de falar. Mistura japonês com português e isso me atrapalhava as vezes o que tornavam as coisas engraçadas depois.

Depois de um tempo, nos mudamos novamente e dessa vez para Jundiapeba. Um pequeno distrito do Município de Mogi das Cruzes, mas sempre indo para São Paulo visitar os parentes. Fui sortudo, pois tive mais de um pai e mais de uma mãe. Primas que são como irmãs.
Meu pai tinha uma chácara nesse distrito. Doce tempo em que brincava no mato , no lago e na terra. Minha mãe não falava nada quando meu irmão e eu voltávamos pra casa todo imundo de terra. Não tinha muito o que falar. Quando íamos para a chácara, voltávamos imundos, se ficássemos em casa voltávamos todo ralado da rua isso quando eu não ficava com o dedão do pé sangrando. Andar de skate descalço não é recomendável. Era ruim também ter de usar calça comprida e tênis para ir a escola quando estava todo machucado. Com seis anos entrei no primeiro ano do primário e com nove anos comecei a ir na escola japonesa também.
Um dia estava andando de bicicleta pela chácara, um dos empregados do meu pai queria me mostrar novos lugares. Fomos num lugar longe onde tinha uma tubulação de aço enorme, cerca de dois metros de diâmetro. O empregado me pediu para ir atrás do tubo pra ver algo. Ele segurou em meu braço e começou a se esfregar em mim. Tirou o pênis e falou pra mim chupar que era gostoso. Eu tinha oito anos e não entendia o sentido daquilo, mas senti que tinha algo errado e escapei dele, peguei a bicicleta e voltei para chácara o mais rápido que pude. Talvez por sorte, o peso lhe veio à mente e ele me deixou ir embora. Este é outro fato que ninguém sabe. No dia seguinte ele tentou roubar meu pai, mas não conseguiu. Fugiu e nunca mais soubemos dele.
Em Jundiapeba também fui a um circo pela primeira vez e assisti um show da Mara Maravilha. Aprendi usar estilingue, montar uma arapuca, caçar rã, fazer e empinar pipa, comer frutas silvestres direto do pé e "furar" o trem. Passear sem pagar a passagem definitivamente era uma aventura para uma criança. Na escola tive redações (com muitos erros ortográficos) e desenhos escolhidos para exibições em varias ocasiões. Tive um bom professor de educação física que mostrou o atletismo e demais esportes coletivos. Nos ensinou as regras do jogo para a vida.
E nesta terra magica em que estava crescendo, sem mais nem menos, fiquei doente. Começou com um apêndice e tempos depois não conseguia andar. Até hoje não sei o que eu tive. Desmaiava e perdia a memória com frequência.
Mudamos de volta para São Paulo com meus avós e minha tia. Meus tios estavam todos no Japão. Depois de muitos hospitais, médicos, remédios e injeções, voltei a andar. Depois de quase dois anos na batalha, voltei a ir pra escola, mas desta vez meu pai tinha ido ao Japão. Foi uma época difícil. Eu estava voltando à sociedade sem um pai. Continuei a ter desenhos e redações escolhidos, ainda não sei a razão, já que erro demais na gramática. Talvez por ter o que contar. Eu tinha enciclopédias a vontade enquanto estive doente. Juntando as que eu tinha, mais com as da minha tia, montamos uma biblioteca formidável. Foi a época em que comecei a gostar da aviação militar e queria ser piloto de caça.
Fui crescendo e a moda do skate estava no auge, depois vieram as montain bikes e logo depois foi a vez do patins in line. Não podemos esquecer também dos vídeo games. Nintendo e Sega reinavam. Os brinquedos da Estrela eram imbatíveis.
Tive inúmeras aventuras nessa época sempre acompanhado de bons amigos e amigas, que num outro dia escreverei.
Já chega por hoje.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Uma Grande Guerreira.

Akemi, minha prima de 10 anos de idade, segunda mais velha entre 4 irmãs. Com certeza a mais carinhosa, meiga e altruísta de todas.
Foi tão rápido. Um dia estávamos num shopping. Levava ela de cavalinho. Saía correndo com ela em minhas costas, mas nesse dia ela me pedia para ir devagar. Me pedia a todo momento para leva-la, pois estava cansada. Estranhei aquilo, mas não dei importância. Akemi só descia das minhas costas quando era vez de levar as irmãs.
Algumas semanas depois, minha tia à levava para uma clinica para examinar o cansaço que frequentemente ela sentia. A principio era uma gripe, depois achavam que era desde asma até caxumba.
Em questão de dias ela piorou e foi internada num hospital próximo. Sem resultados aparentes foi transferida para um outro hospital com as mais modernas e melhores equipamentos e condições. Descobriu-se que ela estava com uma doença muito rara e que atacava pessoas idosas. Um em milhões de idosos tem à chance de ter essa doença. Uma doença rara e nova. Foi descoberta à vinte e tantos anos atrás.
Num dia que à visitamos, não tinha ideia, mas acreditava que ainda iríamos brincar muito, mesmo ela ali deitada, tomando soro na UTI. Ela sorria e brincava. Tão pura, ingênua e gentil quanto uma criança poderia ser, presa naqueles montes de tubos injetando remédios em suas veias.
Minha tia foi fazer massagem nos braços dela, mas Akemi recusou dizendo:

_Mãe! Você vem aqui todos os dias e ainda tem que cuidar da casa e das irmãs. Você que deve está cansada! Me dá sua mão pra mim fazer massagem em você.
Dentro das possibilidades de suas forças e da tala que segurava sua mão, Akemi massageou a mão da minha tia.

No dia anterior ao aniversário da segunda mais nova das irmãs, Akemi pediu para ela não ir ao hospital visita-la e sim, comemorar o aniversário com bolo e ir em algum lugar como costumeiramente se fazia nesta família. Claro que o pedido não foi aceito e todos estavam no hospital.
Aquela visão otimista e alegre que a Akemi tinha, nos fazia acreditar que tudo estava bem e logo estaria em casa, então um mês se passou assim..
Num dia, numa visita... não sei explicar, mas um pânico e medo me preencheu. Ela estava ali, deitada na cama, entubada e em coma induzido. Meus tios não me disseram que ela estava em coma induzido. Talvez não conseguiram dizer.

Chorei...


Não podia acreditar naquela imagem em que as lágrimas insistiam em cegar. Respirei fundo e me aproximei ao lado dela. Peguei em seus dedos que era onde estava livre de tubos e esparadrapos. Beijei sua testa que era o único lugar onde a sonda me permitia tocar em seu rosto.
Chegando em casa chorei de novo e de novo e de novo.

Meu tio teve de parar de trabalhar. Precisaria de pelo menos um responsável no hospital 24 horas por dia. O estado dela era critica e precisaria da autorização dos responsáveis para que os médicos fizessem qualquer coisa. Revesando, pelo menos uma pessoa dormia em algum canto no hospital. Não podia dormir com ela na UTI.
Os pulmões da Akemi estavam empedrando. Ela não sobreviveria sem a sonda. Pouco a pouco seus pulmões perdia a elasticidade.
Numa das visitas, peguei a Bíblia, abri numa página qualquer e li um trecho em que falava sobre a fé. De quando Cristo curou os enfermos. De quando ressuscitou a filha de um pai aflito. Rezei naquele momento em silêncio. Acreditei naquela minha prece. Antes de ir embora, falei ao ouvido da Akemi que eu tinha que ir embora. Pedi pra ela não desistir. Pedi pra ela continuar lutando e que ainda a levaria de cavalinho. Tenha fé.
Ao me despedir do meu tio falei do que li na Bíblia e repeti o que eu tinha dito para Akemi:
_Tenha fé tio. Tenha fé.
Meu tio segurou as lágrimas e engoliu seco. Tornei a repetir:
_Todos nós tendo a mesma fé, ela vai ficar bem. Ela sairá do hospital com vida. Tenha fé.
E naquela noite suas funções vitais haviam melhorado um pouco.

Na minha próxima visita, minha tia me empurrou a Bíblia em minhas mãos, como se eu lendo, a Akemi melhoraria. Li e rezei. Pedi para minha tia também ter fé. Lhe disse que toda a nossa fé unida faria Akemi melhorar. Não era somente a minha fé que iria salvá-la.
Mas a situação piorava. Um pulmão já não funcionava e o outro estava à 20%. Como ela não se alimentava, seus demais órgãos estavam atrofiando. Estava parando de urinar, assim não eliminava as toxinas do corpo. Seu coração aumentou muito de tamanho e passou a trabalhar em dobro para tentar manter aquele frágil sistema em funcionamento. A cada hora ela precisava de um medicamento para fazer funcionar uma coisa, trazendo complicações em outras.
O estado dela era tão critico que o menor movimento em seu corpo diminuía suas funções vitais. Ela teve que ficar imóvel. Não queiram ver o que acontece as costas, quando ficamos deitados por longo período sem se movimentar ou sem ser massageado.
Os médicos sempre dizendo que a qualquer momento ela poderia falecer, nos fazendo ir ao hospital as pressas diversas vezes pensando que ela havia falecido. A cada dia em que era avisado que "dessa noite não passaria", nós sofríamos. Mas ela lutou por mais longos 2 meses naquele sono forçado.
Akemi não perdeu para a doença. Esse vírus não conseguiu destruí-la em poucos dias como os médicos diziam. O vírus sucumbiu primeiro. Depois de muitos exames, diante de muitos médicos descrentes, foi confirmada que Akemi tinha ganhado essa batalha contra o vírus e só assim ela finalmente descansou.

AKEMI, A GRANDE GUERREIRA.


No velório o padre me pediu para ler um trecho da Bíblia. Subi ao palanque e comecei a ler na parte indicada e era justamente o versículo que eu havia lido naquele quarto de hospital. Olhei para meu tio e tia, olhei para as minhas primas... chorei. Chorei diante daquela multidão que se espremiam dentro da igreja. Continuei lendo e tive vontade de jogar a Bíblia na cruz atrás de mim. Não contei para ninguém sobre essa coincidência. E agora estou aqui, digitando.

Não sei se alguém irá ler essa história. Não sei se alguém passará a ter fé. Só sei que perdi a minha fé.

O Futuro da Humanidade num sonho.

Seguindo exemplo de Júlio Verne, Isaac Asimov ou talvez Nostradamus, resolvi testar minha visão para o futuro da humanidade.
Pelo menos não vejo "O Fim do Mundo ou da Humanidade", mas vejo finalmente a evolução.
Num futuro próximo vejo a população mundial reduzida a metade.
A comida e a moradia está cada vez mais escassa e cara. Estamos super-povoando o planeta e esgotando, destruindo e poluindo tudo ao nosso redor. As fábricas e muitos serviços cada vez mais robotizados, irá aumentar a taxa de desemprego que já está elevada. A violência terá seu ápice, afinal o que uma pessoa seria capaz de fazer ao sentir e ver sua família morrendo de fome?
Nós modificamos o planeta de tal forma que a natureza de algum jeito tentará encontrar um equilíbrio. O clima irá destruir muitas vidas. Doenças novas e difíceis de combater irão surgir. Vírus também estão vivos e tentaram sobreviver.

Diante de tanta dificuldade o carro elétrico, a hidrogênio, a ar, ou seja lá qual energia renovável e limpa, irá surgir. Mesmo com as industrias petroquímicas fazendo todo possível para se manter, novos meios de se produzir energia irá surgir. Dessa forma, os principais poluentes do planeta irão se modificar. Imaginem todas as fábricas e meios de transporte com emissão zero de poluente. A reciclagem se tornará um hábito. Todos os produtos serão cada vez mais fáceis de se reciclar.
Com a população reduzida a metade, a natalidade mundial seria "monitorada" e mantida de certa forma controlada. A devastação e modificação da natureza finalmente estaria controlada. A evolução tecnológica atingiria uma velocidade tremenda. Toda e qualquer forma de produção será automatizada. Não precisaremos mais trabalhar para produzir comida, energia ou qualquer produto.
O trabalho que restaria aos humanos seriam para estudos, desenvolvimento, entretenimento, cultura, administração, esportes e lazer.
A comunicação/internet móvel se desenvolverá incrivelmente. As imagens serão transmitidas diretamente à iris do olho e os sons diretamente ao ouvido. Os comandos serão executados mentalmente. Ao sair do trabalho, bastaria mandar uma mensagem mental para a empregada doméstica robô que gostaria de jantar 250 gramas de bife assado, mais uma salada de alface, cebola e tomate, temperado com molho italiano. Durante o percurso, você conversa com uma imagem translúcida da sua mãe transmitida diretamente ao olho.
Filmes e jogos estariam tão reais aos sentidos da audição e da visão que frequentemente se confundiria a realidade com a fantasia. Claro que se distinguiria rapidamente, afinal nos filmes e jogos, você passaria neles como se fosse um fantasma. Sem sentir o toque.
A nanotecnologia estaria tão desenvolvida que as roupas mudariam de forma e cor conforme seus desejos e necessidades.

Nesse futuro distante, a consciência humana atingiria um estágio de clareza. Já que o homem não precisava mais trabalhar para produzir qualquer coisa, já que a população mundial estava controlada, já que os robôs e computadores móveis pessoais estariam tão desenvolvidos, toda comida, energia, moradia, produtos e serviços seriam gratuitos. O homem trabalharia em algo por puro prazer. Todo e qualquer produto seria fabricado por robôs. Todo e qualquer serviço seria feito por robôs ou computadores. O dinheiro não será mais necessário. Seriamos como as tribos indígenas vivendo alegremente, pacificamente e harmoniosamente com tudo e com todos.

Não preciso dizer que isso é uma utopia, um sonho.
Será que o homem seria capaz de viver sem levar ao extremo seus diversos sentimentos como ganância e ódio? Será que o homem seria capaz de viver em paz consigo mesmo e com os outros? Será que o homem seria capaz de viver sem a doce loucura?

Sinto muitíssimo em afirmar que essa sociedade utópica somente se tornara realidade após muitos e muitos sonhos.

Desenhando no Paint da Microsoft

Vou deixar aqui o vídeo que fiz desenhando minha amiga Hellen no MS Paint. Uma homenagem que senti vontade de fazer depois que ela me ajudou numa coisa muito importante para as pessoas. Me ajudou com a minha autoestima.
Este foi meu segundo desenho que fiz a sério no Paint e o primeiro vídeo que gravei desenhando.
Até que não ficou ruim, só errei nas escolhas das cores, o que não é nada fácil no Paint. Como não é possível misturar as cores, temos que tentar achar as tonalidades corretas jogando varias "burrifadas" de diferentes tons para desenhar um retrato. O Paint da Microsoft é um programa muito limitado e que torna muito difícil fazer desenhos mais elaborados. Masssssssssssssssss é um programa que todos possuem no Windows e já vi muita gente dizendo que é impossível fazer algo bacana nele. Também como desafio, provei as possibilidades desse programa.

Bom, espero que as pessoas que vejam este vídeo gostem.



Drawing Hellen in MS Paint / Desenhando Hellen no MS Paint


Vídeos

Tem um tempo que editei esse vídeo da viagem que fiz para Okinawa. Um arquipélago no extremo sul do Japão. Um paraíso onde meus pais nasceram. Filmei tudo pelo celular por isso me perdoem pela qualidade do vídeo.
Também vou colocar um outro vídeo que fiz quando fiquei dando "rolê" de moto com meu amigão Pezão.
O vídeo da moto, foi o primeiro vídeo que editei na minha vida e como premio a Google não permitiu o som do vídeo por ter a música do Linkin Park, assim, aqueles que não me conhecem pessoalmente não ouvirão minha voz XP.
O de Okinawa foi o segundo vídeo que editei e até o momento não foi proíbido nada.

Até que não ficou tão ruim, mas o amadorismo é incrivelmente notório =P.
Espero que gostem, apesar de eu duvidar.



Viagem para Okinawa.



Motoboy em São Paulo

Aventura Amorosa ou Quase III.

Depois de algumas revelações me deu vontade de escrever. Espero que com menos erros de português como da última vez.

No momento estou incrivelmente chateado.

Este ano até o momento só estou servindo para preencher os corações carentes das mulheres.

Comecei a ficar assíduo no orkut e no MSN tem um ano aproximadamente. Por um lado foi muito bom. Conheci muita gente interessante, fiz família. Por outro lado foi ruim. Pelo meu jeito de ser, acredito que fui usado para preencher corações femininos carentes devido a falta de atenção de seus respectivos namorados.

Pelo meu jeito de ser, creio que causei fantasias para elas.

Sou um tanto romântico a moda antiga. Sou atencioso e gosto de dar presentes. Como podem ver, as vezes também gosto de escrever, apesar de assassinar a língua portuguesa constantemente. Sou engraçado um pouco do tempo. Cara-de-pau a maior parte do tempo. Entretanto, neste exato momento, um “EMO” total.

Por uma ironia do destino me apaixonei por uma delas.

Como pode por meio de palavras, nos interessarmos por alguém?

Talvez pela dose exata de misticismo incutida em cada ato desta pessoa feminina magnífica.

Tudo começou quando tentávamos animar um "doido" que queria se matar. No orkut desse suicida em potencial, começamos a conversar. Esquecemos do rapaz triste com a vida e ficamos trocando palavras, ideias e sonhos. Noites inteiras para tentarmos nos conhecer. Depois foram as fotos. Então a webcam. A troca de números de telefone (juntamente com a conta telefônica de 3 dígitos antes da vírgula) e enfim, o primeiro encontro. Devo dizer que não foi nada fácil conseguir essas coisas com ela.

Os “neerds” que me perdoem, mas computador algum vai superar o calor da pele da pessoa amada. Os olhos. As varias feições do rosto. O vento balançando os fios de cabelo. As curvas do seu corpo. O jeito de andar. O abraço. Sentir seus lábios em minha pele. O coração. O sorriso. AAAAAAhhhh o sorriso. O belo e doce sorriso.

Era só ver esse sorriso e me sentia preparado para todas as batalhas do mundo. Como amo o seu sorriso.

Vontade que não me falta, mas me contenho à escrever sobre ela, sobre nós. Até então, não sabia o motivo para a tamanha discrição que ela empunhava com tanta veemência e claro, quando não há resposta, há suposição e mesmo tentando não pensar nisso, as minhas suposições são as piores possíveis e ela confirmou isso.


Pela primeira vez em minha vida estou chateado por ser a fantasia das mulheres carentes e mal amada pelos namorados.

Poxa vida!!! Também quero ser namorado!!! Não quero ser só amante. Quero ser amante, namorado e amigo. Quero ser o universo de alguém, assim como esse alguém terá de ser meu universo.

Esses dias pessoas vem à mim para dizer que o amor não existe.

Coitados! São pensamentos de mentes puramente jovens que nunca amaram na vida. Jovens que tem muito ainda para viver antes de quebrar a cara com tais afirmações.

Amar e ser amado. Sonho de muita gente. Conceito que infelizmente vem diminuindo neste “maravilhoso” mundo moderno.

Mas quem disse que não posso continuar sonhando?

Aventura Amorosa ou Quase II.

Como a vida é mesmo interessante.
Como é que um simples momento, fica na memória de uma maneira tão forte?

Estava num namoro meio complicado. Daqueles que você termina e depois de um tempo, volta a namorar sem perceber.
Estava namorando com a Taty. (Como à conheci e o quê aconteceu eu conto depois, num outro dia).
Até então eramos um casal de namorados comum que saía com um outro casal também comum. Vou chamar ele de "M" e ela de "P".
Nós quatro nos tornamos grandes amigos. Mas como nem tudo é flores. Os dois namoros haviam terminado.
O "M" tinha voltado para a ex-namorada "G", que terminou e voltou varias vezes, que no meio do caminho namoraram outras pessoas, e até onde sei, o "M" e a "G", apesar dos pesares, se casaram, mas já se separaram. Hoje, "M" voltou com a "P" e a "G" está namorando meu primo...(Entendeu? Não! Nem eu!)
Taty, a "P" e eu, nôs tornamos o trio parada dura.
Saíamos para vários lugares e experimentamos muita coisa. Desde uma bebida diferente até uma erva danada. Cada loucura!!! Então a Taty e a "P" se tornaram A melhor amiga uma da outra, cada uma chorando pra outra as suas mágoas pelo namoro terminado. Coitada da "P". Ela ouvia as minhas mágoas também. Era estranho. Como que ex-namorados poderiam agora sair para as baladas como amigos?
Eu estava cursando edificações e a "P" prótese dentária.
Bom... numa noite, não tinha ido estudar (Cabulei. Fazer o quê? Sou humano.) e fui buscar a "P" no curso dela. Falei pra ela:
_Vamos dar uma volta. Quero te levar as alturas e faze-la ver o céu e as estrelas.

Ela aceitou a proposta e cabulou também.
Levei ela até o estacionamento do Shopping D, no ultimo andar, a céu aberto, a sei lá quantos metros de altura. Só sei que é bem alto.
Como prometido, tinha levado as alturas, mostrado o céu, mas nenhuma estrela. Estava nublado.
Pelo menos dava para ver parte da cidade de São Paulo com seus incontáveis pontos de luz ao horizonte e o belíssimo Rio Tiête (belíssimo somente numa noite totalmente nublada, quando não é possível ver e nem sentir a poluição do rio). Tinha uma vista privilegiada das janelas de algumas salas de aulas, inclusive de uma sala na qual eu deveria estar e do bosque da escola com um casal sentado no banquinho, ali no escurinho. Ahhh se esse bosque falasse... eu taparia a boca dela, pois tem algumas historias minhas lá. Mas que saudade do pessoal da Federal. Tivemos varias e boas aventuras que um dia ainda escrevo aqui.
É... bem... voltando as alturas do Shopping D... ,nós estávamos abraçados,. Veio uma sensação do tipo: "que besteira você está fazendo?" Me separei dela e segurando em sua mão, subi no para-peito, que era um muro de um metro de altura e separava o estacionamento da morte na grama lá no chão. Comecei a caminhar pelo muro. Olhar para o chão daquela altura e daquele jeito era ao mesmo tempo estúpido e excitante. Era uma gostosa loucura, digamos... saudável (saudável se você não virar pizza lá embaixo). Depois de caminhar alguns metros, me desequilibrei e desci ao mesmo tempo que ela me puxava.
Aquilo foi DEMAIS!!! Então ela pediu pra ir também. Fiquei admirado com a loucura e coragem dela.
Ela caminhou alguns metros, desceu e disse:
_Viu! Eu andei mais que você!
Eu com minha masculinidade ofendida falei:
_Ah é!....

Quando peguei o impulso para subir, ela com suas duas mãos, segurou forte a minha, não me deixando subir e olhou nos meus olhos com um doce sorriso. Aquele olhar.... CAAAAARA!!! Aqueles olhos!!! Naquele rostinho!!! O tempo parou por um momento. Então ela se afastou de mim.
Eu disse:
_ "P", estou me sentindo o pior cara do mundo! O pior cachorro que um homem poderia ser!
Ela disse:
_ Eu também estou me sentindo uma cachorra!
Então nos abraçamos forte. Nossas cabeças se movimentavam por instinto. Nossos rostos se tocaram. Senti a doce macies de sua face e nossos lábios se encontraram.








No mesmo momento que nossos lábios se tocaram, eles se separaram. Como se fosse um choque elétrico com milhões de gigawatts.
Era um conflito em minha mente entre o irracional e o racional. O duelo entre beijar a "P" e respeitar a Taty. A gerra entre o desejo e o acatamento.
E nesse instante ficamos em silêncio. Os segundos viraram uma eternidade. O que fazer? O que dizer naquele momento tão critico?
De repente, quebrando o silêncio, um segurança do shopping apareceu e pediu para sairmos de lá, que o estacionamento estava fechado e não podíamos permanecer no local.
Fomos embora.
Dentro do carro, somente o som da música e nenhum "piu" da gente.
Estávamos muito desconfortável com a situação.
Não sei oque deu na cabeça da gente, mas fomos para a casa da Taty.

Entramos e cumprimentamos toda a família dela.

Conversei em particular com a Dona Maria, minha ex-sogra. Conversa vai e conversa vem, me sentindo muito mal com tudo aquilo, acabei confessando o beijo. Ela não me reprimiu, afinal a Taty e eu, não estávamos namorando.
Aliviado, saí para fora e me sentei num degrau da escada junto ao Tado, meu ex-cunhado, e ficamos papeando. Enquanto a "P" estava lá dentro, sabe-se lá, fazendo oque?
De repente a Taty sai pela porta e veio chorando na minha direção e me deu um tapa que até hoje eu escuto o som e sinto o ardor na pele.
O Tado ficou indignado com a Taty, mas eu estava indignado comigo mesmo. Sabia que merecia aquilo e muito mais.
Sai da casa dela cabisbaixo, com os olhos úmidos, escutando ela gritando pra eu sair dali e que nunca mais queria ver a minha cara novamente.

Depois daquilo, a "P" e a Taty evitavam de falar comigo.
Até que um dia a Taty me ligou e disse pra ir lá na casa dela, que queria falar comigo pessoalmente.
Fui lá e conversamos na calçada, em frente à casa dela. Na verdade ela falou e eu escutava. Não tinha o quê eu poderia falar. Nada que eu falasse justificaria meu erro. Ela estava me pedindo desculpa pelo tapa, porque não estávamos namorando e eu podia beijar quem eu quiser, mas que queria tentar ser uma amiga e não estranhasse se algum dia disse-se que nunca mais me viria de novo. Nessa hora a "P" tinha chegado num carro com o irmão dela. Ela me cumprimentou de longe. A Taty me disse tchau e entrou no carro da "P" e sumiram no meio da noite.
Senti que estava perdendo minhas duas melhores amigas no planeta. Estava péssimo. Sentimentos de abandono e raiva da minha burrice me inundavam. Tive vontade de chorar, mas não chorei.

Voltei pra minha casa. Tentei dormir e ali naquele momento, no meu travesseiro, chorei todas as lágrimas contidas.


Então estive com outras mulheres e nesse meu caminho, entre as ficadas e alguns namoros, a Taty sempre esteve presente. Voltamos e terminamos varias vezes. E num belo dia ela engravidou. Casamos e tivemos a mais linda, a mais maravilhosa, a mais melhor do bom, a mais espetacular e maravilhosa filha do mundo.
Hoje estamos separados. Separados pelo mundo. À vinte e quatro horas de vôo. À cinco dias de carta. À alguns segundos de internet/telefone e à alguns instantes de pensamentos.

Por uns anos, nós não vimos mais a "P".


Como a vida é mesmo interessante.
Nunca vou me esquecer do beijo mais rápido da minha vida, mas para sempre em minha memória.
Estou com saudades da sua loucura. Da sua alegria de viver. Do seu doce e sincero sorriso. Onde quer que você esteja, torço para que esteja bem e feliz.

Aventura Amorosa ou Quase.

Uma vez estava decidido que iria fazer um "rolê" e iria encontrar uma gata e me divertir muito.
Então foi eu acompanhado dos meus destemidos companheiros, o Caveira, O Régis e o meu irmão Jorge, saímos em busca de aventura e prazer.
Fomos para um bar que até aquele momento era o "póint" da Penha. Não lembro que dia que era, mas já estava muito entediado de tomar uma cerveja sentado ali com todos os garçons para nos atender. O lugar estava tão vazio que o som da descarga que vinha do banheiro era extremamente audível.
Então... avante para outro "póint" no Tatuapé.
Chegando lá tomamos mais rodadas de cerveja acompanhado de algumas porções e do som da descarga do banheiro. Afinal beber cerveja dá uma mijadeira desgraçada.
Cansado de ter uma excelente audição fomos para outro "póint de São Paulo. Um lugar sagrado chamado de Bar do Pedrão, lá, lá, láaaaaaaaaaaa no alto da serra. Um lugar muito, mas muito bacana mesmo, queeeee...
...também estava vazio.
Então partimos para um outro lugar muito, mas muito mais bacana e lá, lá, lá no alto da serra, numa estrada de terra bacana com todas as poeiras e buracos. Chegando no bar, tomamos a nossa já tradicional cerveja acompanhado de algumas Canelinhas e o Chupa-Cabras, sem esquecer é claro de comprar o meu adesivo do Bar das Trilhas das Torres. Somente nós e as estrelas para nos acompanhar. Seria um clima bem romântico se fossemos uns viados. Como não somos, estava era muito chato. Chato não é bem a palavra, pois uns retardados meio alterados, fala muita besteira e ri pra caramba. Sem falar na zoeira.
Até que meu amigo Caveira diz:
_Só faltou as cocotas.

Já tinha até esquecido do motivo pelo qual havíamos saído aquela noite.
Era quase quatro da madruga então falei:
_O jeito é apelar. Vamos para a Augusta!

O dinheiro já estava acabando, mas a vontade de xavecar, azarar e pegar na mão de uma mulher era tanta que fomos ver as "damas da noite".
Após rápidos trinta minutos, chegamos ao nosso destino. O vazio e o silêncio assustador do lugar foi quebrado com a chegada no meu "possante" vermelho e o som nas alturas. A famosa Rua Augusta estava deserta. Mesmo assim estacionei o carro, o que seria impossível numa noite normal, e saímos para caminhar.
Não demorou muito e um baita de um king kong nos ofereceu a entrada para o antro da perdição a um preço bem acessível. Dez "real" com quatro latinhas e um show de strip-tease. Era mais ou menos oquê tinhamos no bolso. A nossa noite estava salva.
Quando entramos veio aquela chuva de mulheres que nos abraçava e flertava da melhor maneira possível. Áaaaaaaaaaquilo estaaaaaaava muuuuuuuiiiito boooooooooooom.
Logo gostei de uma morena. Seu olhos azuis e cabelo tipo Chanéu e um corpo atlético me enfeitiçava. Então escuto meu irmão falando pra garota que queria subir logo as escadas:
_Cinquenta reais? Xiiiiiii, nem dá. Estamos sem dinheiro.


Nunca vi mulheres sumirem tão rapido. Acho que se gritassemos FOGO!!!! Elas pelo menos iriam perguntar: A ONDE? Mas meu querido irmão falou ao ouvido da moça "sem dinheiro" para presenciarmos o toque de recolher.
Pensei sentado num sofá em frente ao palco e com a latinha na mão: "pelo menos vai ter o show de strip-tease...

... não vai?... King Kong filho da PUUUT..............................!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Agi rápido. Saí do lugar e subi a Augusta até chegar na Paulista num caixa eletrônico e saquei os benditos cinquenta reais pra mim e mais trinta para alguma eventualidade.
Enquanto voltava a passos largos, ficava fantasiando com aquela morena de olhos azuis e cabelo chanéu. Pensava nas inúmeras possibilidades e da elasticidade do corpo humano durante o ato sexual. Pensava na minha capacidade pulmonar e quantos minutos eu poderia ficar com ela.
Quando entrei só restava duas meninas que não era nem em sonho as mais gatas. A minha garota havia partido. Meu mundo tinha desabado.
O Régis virou a cabeça com o olho arregalado pra mim e minha única reação foi:
_Sai fora!!! Aqui não entra nada, só sai!!!
E ele me pediu o dinheiro emprestado e eu dei.
Dei o dinheiro (que ninguém pense abobrinha).
E lá foi o Régis com a "Raimunda" pro segundo andar. Sabe? Da Raimunda? Aquela que é feia de cara, mas boa de bunda.
Quando saímos, o sol estava radiante, brilhando tanto quanto os olhos do Régis. Pelo menos um de nós tinha achado a felicidade. Entramos no carro e fomos embora.
No meio do caminho parei numa padaria e comprei oito pãezinhos e duzentas grama de mortadela e duas garrafa pet de refrigerante de uma marca que nunca tinha ouvido falar.
Dirigi até o aeroporto de Guarulhos e encostei na avenida em frente a cabeceira da pista de pouso (atualmente isso não é mais possível devido a uma grande quantidade e enormes placas de PERIGO! PROIBIDO ESTACIONAR!).
Sentamos na grama e comíamos nosso café da manhã enquanto os aviões passavam por sobre nossas cabeças.
Apesar do nosso fracasso amoroso estávamos felizes. Quero dizer.... Não igual ao Régis, mas felizes.
Senti o vento me acariciando. O sol aquecendo meu rosto. O frescor da grama na palma da minha mão. O gostinho da mortadela e o ardidinho do refrigerante em minha língua.

Nesta paz de espírito, me veio dois sentimentos que deveria estar presente na vida de todas as pessoas no mundo, a FELICIDADE e a LIBERDADE.





Régis, este post foi pra você. Espero que você esteja aprontando muito aí no céu.


Dica para quem não acredita em destino.:

- Aproveite a vida ao máximo, mas sem prejudicar outra vida. Afinal não sabemos do amanhã.

- Seu carro é uma arma. Dirija com cuidado. Meu amigo Régis não teve cuidado.

- Se for dirigir não beba e se beber não dirija. Não vá fazer como escrevi nesta história.



Dica para quem acredita no destino.:

- Faz qualquer coisa, afinal esse qualquer coisa é o seu destino mesmo.

O Começo

Já dizia um grande filósofo chinês (ou grego, ou talvez tibetano...) "toda grande jornada começa com o primeiro passo".

Estou começando este blog afim de me descontrair e relaxar. Tenho que fazer algo. Manter a mente em movimento ou não poderei garantir a vida do próximo. Brincadeirinhaaaa!!! Claro que não farei algo com alguém. Mas precisava deixar algo, principalmente a minha filha, quem eu não tenho muito contato. Tantas coisas que gostaria de compartilhar com você filha, mas a vida nos apronta de tal forma que chega uma hora em que não sabemos mais o que estamos fazendo. O certo e o errado só estão bem definidos em histórias que lemos o tempo todo. Quem sabe as coisas que eu vá escrever neste blog, me traga a definição do certo e do errado.

Tentarei tratar este espaço como se fosse meu diário. É óbvio que não escreverei todas as intimidades, mas provavelmente causarei rubores em certos rostos e desde já peço perdão. Me desculpo também a todos aqueles amantes da língua portuguesa. Com toda certeza, escreverei muitas coisas erradas, mas essa não é minha principal preocupação.

Bom...

Então tchau meu diário.