Tive varias fases em minha vida.
Uma criança normal brincando.
Um estudante primário normal que tinha um pouco de dom para o desenho, redação, esporte e dança.
Um menino doente que viu uma parte da vida em livros e televisão.
Um adolescente que estava voltando as aulas, um tanto tímido ao mesmo tempo que era paquerador. Que tinha uma certa facilidade de ter as coisas pelo fato do pai estar no Japão na era de ouro e uma mãe liberal demais. Que tirava boas notas mesmo sem ter que estudar muito. Então fui "zoeiro", "CDF", "galinha", "Mauricinho", praticante de artes marciais, artista e popular, tudo ao mesmo tempo.
Casei tive uma filha maravilhosa. Foi a melhor fase da minha vida até então.
Fui ficando mais triste e rabugento. Provavelmente pela fase boa acabar, sem ter de se preocupar em ganhar dinheiro. Tive de trabalhar e conseguir dinheiro para sobreviver. Foi então que o rapaz alegre, inteligente, "descolado" e divertido foi morrendo.
Hoje estou à meio mundo de distância da pessoa mais importante da minha vida e ela nem liga pra mim, num emprego filho da P#$%!!!!!
Sempre fui meio perfeccionista e não me premitia erros, mas agora estou num emprego em que estou cometendo erros e mais erros. Estou doente. As pessoas me evitam. Estou realmente triste comigo mesmo. Quero virar um alcoólotra e nem isso eu consigo. Parece que estou querendo uma desculpa para viver uma vida miserável. Acho que quero estar realmente numa vida decadente e conseguir um amigo(a) de verdade que me ajude a superar tudo isso. Acho que quero um(ns) amigos(as) de verdade em minha vida. Sabe? Daqueles amigos que entram em sua casa e abrem a geladeira e vasculham tudo sem ter dia, hora certa ou permissão. Daqueles amigos que te puxam do chão quando você está mal. Acho que quero uma esposa. Acho que quero amar e ser amado. Acho que quero alguém que me faça querer lutar novamente para ser melhor. Quero alguém para me fazer ter vontade de nos tornarmos felizes.
Meu pai acabou de voltar do Brasil e não tinha boas histórias para contar. Minha cunhada parou de pagar minha aposentadoria no Brasil e o bobão aqui ainda deu um notebook da Apple de presente. Conferindo minha aposentadoria daqui no Japão, vou receber uma merreca por mês. Tudo isso me deixou muuuuuuito, mas muito desanimado.
Estou só e na minha pior fase da vida até então.
Está um belo dia para morrer afogado no mar. Tem que se no mar para que a maré leve meu corpo longe e alimente os animais. Assim não darei despesas para o crematório.
Já disse que estou triste com essa nossa sociedade? Não está valendo apena viver.
Aventuras do Cavaleiro de Dragão
Viver longe da minha filha, família e amigos, me "obrigou" a criar este blog. Escreverei minhas memórias, experiências, aventuras, amores, fantasias, tristezas e medos. Para que todos um dia possam refletir.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
terça-feira, 15 de março de 2011
Destino
Levando em consideração de que o destino existe, então a viagem no tempo é possível. Num futuro distante onde dominaremos tamanha tecnologia, ao invés de ler algo do passado nos livros, iriamos viajar ao passado e presenciar tal fato. Poderíamos até tentar intervir, mas de nada adiantaria pois o destino já estaria traçado.
Agora se o destino não existe, significa que viajaremos por uma infinidade de universos e nenhuma será um destino e sim infinitas possibilidades que a vida poderá rumar, ou seja, se voltar no tempo, nunca mais iriamos conseguir voltar para o futuro da qual saiu, aquele presente ao qual você acaba de deixar. A partir do momento que você fez o "salto" para o passado, você estaria mudando de forma imprevisível todo seu futuro.
O seu futuro, só a você pertence. Só você dita o seu destino e arca com todas as concequências dos seus atos presentes.
Infelizmente eu acredito no destino.
Se me disserem que não era o destino daquele senhor que ficou boiando nos escombros de sua casa em alto mar no Japão durante DOIS dias e não morrer... ter visto sua esposa morrer... Caramba!!!! Alguém vai me dizer que a esposa dele queria morrer num tsunami na própria casa? Que aquele senhor queria ficar boiando dois dias em alto mar no telhado da casa?
Que uma outra senhora queria ficar presa nos escombros de sua própria casa, num frio, durante QUATRO dias?
Também vi um vídeo em que uma senhora estava atravessando a rua próxima a uma rodovia, quando uma carreta tinha tombado em alta velocidade e ia em direção dela. Ela saiu correndo para à direita do sentido em que o veículo vinha. O caminhão foi deslizando de lado até parar num poste de luz, daqueles bem alto com uns 15 metros de altura na calçada da rodovia. Então o poste caiu para a direita, como se estivesse seguindo a senhora e o topo com a lampada foi bem em cima da cabeça dela. Se ela ficasse parada no momento em que percebeu o caminhão vindo, nada lhe teria acontecido. O caminhão teria parado à uns 10 metros atrás dela e o poste teria caído uns 3 metros a frente dela.
Que a minha prima queria morrer aos 10 anos de idade sofrendo muito numa UTI?
Existem inúmeros vídeos, fatos, noticias e ocorridos por aí que mostram a tamanha sorte ou o tremendo azar de alguém.
Comigo mesmo já aconteceu alguns casos curiosos que faz crer no destino. [Que pretendo escrever algum dia.]
Se o destino existe, é um bom sinal, pois indica que existe algo depois da morte. Que existe algo além desse nosso "plano" na qual vivemos.
Me sentiria muito mal e frustrado se não existisse mais nada depois da morte. Um imenso vazio tomou conta de mim quando pensei na possibilidade de não existir uma razão para a vida.
Por isso, diante desse tamanho caos, medos e incertezas nesta terra agora à pouco devastada por um tsunami, abalada por vários terremotos, irei viver minha vida normalmente. Com medo e apreensão é claro, afinal sou humano, mas sem nenhum desespero.
Se meu destino for morrer num terremoto, ou sobreviver entre os escombros, aceitarei de bom grado esse meu destino.
Agora se o destino não existe, significa que viajaremos por uma infinidade de universos e nenhuma será um destino e sim infinitas possibilidades que a vida poderá rumar, ou seja, se voltar no tempo, nunca mais iriamos conseguir voltar para o futuro da qual saiu, aquele presente ao qual você acaba de deixar. A partir do momento que você fez o "salto" para o passado, você estaria mudando de forma imprevisível todo seu futuro.
O seu futuro, só a você pertence. Só você dita o seu destino e arca com todas as concequências dos seus atos presentes.
Infelizmente eu acredito no destino.
Se me disserem que não era o destino daquele senhor que ficou boiando nos escombros de sua casa em alto mar no Japão durante DOIS dias e não morrer... ter visto sua esposa morrer... Caramba!!!! Alguém vai me dizer que a esposa dele queria morrer num tsunami na própria casa? Que aquele senhor queria ficar boiando dois dias em alto mar no telhado da casa?
Que uma outra senhora queria ficar presa nos escombros de sua própria casa, num frio, durante QUATRO dias?
Também vi um vídeo em que uma senhora estava atravessando a rua próxima a uma rodovia, quando uma carreta tinha tombado em alta velocidade e ia em direção dela. Ela saiu correndo para à direita do sentido em que o veículo vinha. O caminhão foi deslizando de lado até parar num poste de luz, daqueles bem alto com uns 15 metros de altura na calçada da rodovia. Então o poste caiu para a direita, como se estivesse seguindo a senhora e o topo com a lampada foi bem em cima da cabeça dela. Se ela ficasse parada no momento em que percebeu o caminhão vindo, nada lhe teria acontecido. O caminhão teria parado à uns 10 metros atrás dela e o poste teria caído uns 3 metros a frente dela.
Que a minha prima queria morrer aos 10 anos de idade sofrendo muito numa UTI?
Existem inúmeros vídeos, fatos, noticias e ocorridos por aí que mostram a tamanha sorte ou o tremendo azar de alguém.
Comigo mesmo já aconteceu alguns casos curiosos que faz crer no destino. [Que pretendo escrever algum dia.]
Se o destino existe, é um bom sinal, pois indica que existe algo depois da morte. Que existe algo além desse nosso "plano" na qual vivemos.
Me sentiria muito mal e frustrado se não existisse mais nada depois da morte. Um imenso vazio tomou conta de mim quando pensei na possibilidade de não existir uma razão para a vida.
Por isso, diante desse tamanho caos, medos e incertezas nesta terra agora à pouco devastada por um tsunami, abalada por vários terremotos, irei viver minha vida normalmente. Com medo e apreensão é claro, afinal sou humano, mas sem nenhum desespero.
Se meu destino for morrer num terremoto, ou sobreviver entre os escombros, aceitarei de bom grado esse meu destino.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
O Futuro?
Vou mudar de emprego.
Vou sair depois de tantos anos na Nissan.
Estou realmente confuso. Gosto de trabalhar lá, mas com toda a história de que a filial onde trabalho vai fechar em dois anos, isso me assusta.
Vou para uma fábrica de fibra de vidro, num horário ruim. Trabalharei de dia e de noite. Minha folga pode cair a qualquer dia da semana, vou ganhar um pouco mais e o melhor de tudo é que a fábrica não tem nenhuma previsão de fechar ou de despedir seus funcionários.
Ainda não consegui falar na Nissan que vou sair. Ainda mais depois de sofrer um acidente e cortar a pálpebra do meu olho esquerdo. Se dependesse do meu atual chefe com certeza pediria demissão na hora. Esse chefe não queria nem que eu fosse para o médico dizendo que era "motainai" [desperdício] usar o seguro. Acontece que meu "tantosha"[é um cara que fica responsável em dar toda assistência necessária para seus funcionários estrangeiros], ele foi muito legal e me levou ao médico. Levei 3 pontos. Sempre escutamos histórias de que estrangeiros foram mal tratados no Japão, mas não foi o meu caso com o "tantosha", só com meu chefe, mas acredito que ele seria estupido com qualquer um e não somente com os estrangeiros.
Realmente estou confuso. Já disse isso antes? Fazer o que? Estou mesmo confuso e não consigo pensar em outra coisa.
Ontem meu pai e eu fomos olhar um apartamento. É um pouco melhor do que esse em que estou morando, mas ainda muito apertado. Meu pai não estava com a mínima paciência. Não queria nem ir ver o apartamento e já queria alugar lá na imobiliária. Não olhamos mais nenhum lugar para decidir qual melhor lugar. Acho que meu pai não gosta nem um pouco de mim. Acho que ele me encara somente como um problema em sua vida. Talvez por que ambos estamos muito desanimados com relação ao futuro.
Meu pai tem casas e terreno no Brasil, mas ainda assim não vê nenhum futuro promissor. Ele não está mais otimista com seu emprego e sempre vive me dizendo que pode ser mandado embora a qualquer momento devido a sua idade. Meu pai vai ficar sem emprego e sem aposentadoria. Minha mãe não sabe fazer nada a não ser assistir novelas. Meu irmão também não tem um emprego estável.
O futuro próximo não está nada promissor.
A humanidade está cada vez mais decadente. A moralidade está mudando.
Em relação ao sexo isso é bom, pois estamos eliminando inúmeros tabus, mas em contrapartida isso é um caminho aberto para as DST's.
As religiões estão ficando cada vez mais sem argumentos em decorrência da evolução da ciência, tornando o homem moderno sem muitos preceitos morais que impedem de cometer certas atrocidades. Religião será uma coisa que nunca terá fim. Aqueles que são mais pobres ou mesmo aquelas pessoas que precisam encontrar explicações para as questões da vida se apoiará numa religião para tentar confortar-lhes a alma.
O desemprego é um fato mundial. As máquinas sendo responsáveis por toda produção e não utilizando mais a mão de obra humana. Estamos cada vez produzindo mais e no entanto com o aumento do desemprego, teremos menos compradores. Chegará um dia em que teremos um mínimo de fábricas com um mínimo de pessoas trabalhando. Ainda nos restará outras profissões como arquitetos, médicos, artistas, advogados, etc. Os empregos que estarão extintos são aqueles em que a pessoa precisa de um mínimo de estudo, aqueles que só tem a mão de obra como meio de trabalho.
A Previdência Social está no vermelho em qualquer país do mundo, devido ao aumento de idosos. Aqueles que "podem", estão vivendo cada vez mais com os avanços da medicina e com a melhoria na qualidade de vida. Em contrapartida, a Previdência está arrecadando cada vez menos dinheiro.
Com a evolução da humanidade vem também doenças novas e incuráveis. Com alimentos cada vez mais processados, aparecem novas doenças que atacam o aparelho digestivo. Com a diminuição das floresta, estamos mudando drasticamente todo o ecossistema do planeta, vírus e bactérias tendo seu "lar" destruído estão migrando para o ser predominante no planeta, nos causando doenças.
O ar, a água e a terra cada vez mais poluído.
Com o aumento da população a moradia está cada vez menor e mais caro.
No momento estou realmente confuso e desanimado com o futuro próximo, mas estou animado com o futuro distante [leia um outro post meu antigo http://aventurasdocavaleirodedrago.blogspot.com/2009/07/o-futuro-da-humanidade-num-sonho.html].
Espero ler esse texto daqui á alguns anos e rir muito de tudo isso.
Vou sair depois de tantos anos na Nissan.
Estou realmente confuso. Gosto de trabalhar lá, mas com toda a história de que a filial onde trabalho vai fechar em dois anos, isso me assusta.
Vou para uma fábrica de fibra de vidro, num horário ruim. Trabalharei de dia e de noite. Minha folga pode cair a qualquer dia da semana, vou ganhar um pouco mais e o melhor de tudo é que a fábrica não tem nenhuma previsão de fechar ou de despedir seus funcionários.
Ainda não consegui falar na Nissan que vou sair. Ainda mais depois de sofrer um acidente e cortar a pálpebra do meu olho esquerdo. Se dependesse do meu atual chefe com certeza pediria demissão na hora. Esse chefe não queria nem que eu fosse para o médico dizendo que era "motainai" [desperdício] usar o seguro. Acontece que meu "tantosha"[é um cara que fica responsável em dar toda assistência necessária para seus funcionários estrangeiros], ele foi muito legal e me levou ao médico. Levei 3 pontos. Sempre escutamos histórias de que estrangeiros foram mal tratados no Japão, mas não foi o meu caso com o "tantosha", só com meu chefe, mas acredito que ele seria estupido com qualquer um e não somente com os estrangeiros.
Realmente estou confuso. Já disse isso antes? Fazer o que? Estou mesmo confuso e não consigo pensar em outra coisa.
Ontem meu pai e eu fomos olhar um apartamento. É um pouco melhor do que esse em que estou morando, mas ainda muito apertado. Meu pai não estava com a mínima paciência. Não queria nem ir ver o apartamento e já queria alugar lá na imobiliária. Não olhamos mais nenhum lugar para decidir qual melhor lugar. Acho que meu pai não gosta nem um pouco de mim. Acho que ele me encara somente como um problema em sua vida. Talvez por que ambos estamos muito desanimados com relação ao futuro.
Meu pai tem casas e terreno no Brasil, mas ainda assim não vê nenhum futuro promissor. Ele não está mais otimista com seu emprego e sempre vive me dizendo que pode ser mandado embora a qualquer momento devido a sua idade. Meu pai vai ficar sem emprego e sem aposentadoria. Minha mãe não sabe fazer nada a não ser assistir novelas. Meu irmão também não tem um emprego estável.
O futuro próximo não está nada promissor.
A humanidade está cada vez mais decadente. A moralidade está mudando.
Em relação ao sexo isso é bom, pois estamos eliminando inúmeros tabus, mas em contrapartida isso é um caminho aberto para as DST's.
As religiões estão ficando cada vez mais sem argumentos em decorrência da evolução da ciência, tornando o homem moderno sem muitos preceitos morais que impedem de cometer certas atrocidades. Religião será uma coisa que nunca terá fim. Aqueles que são mais pobres ou mesmo aquelas pessoas que precisam encontrar explicações para as questões da vida se apoiará numa religião para tentar confortar-lhes a alma.
O desemprego é um fato mundial. As máquinas sendo responsáveis por toda produção e não utilizando mais a mão de obra humana. Estamos cada vez produzindo mais e no entanto com o aumento do desemprego, teremos menos compradores. Chegará um dia em que teremos um mínimo de fábricas com um mínimo de pessoas trabalhando. Ainda nos restará outras profissões como arquitetos, médicos, artistas, advogados, etc. Os empregos que estarão extintos são aqueles em que a pessoa precisa de um mínimo de estudo, aqueles que só tem a mão de obra como meio de trabalho.
A Previdência Social está no vermelho em qualquer país do mundo, devido ao aumento de idosos. Aqueles que "podem", estão vivendo cada vez mais com os avanços da medicina e com a melhoria na qualidade de vida. Em contrapartida, a Previdência está arrecadando cada vez menos dinheiro.
Com a evolução da humanidade vem também doenças novas e incuráveis. Com alimentos cada vez mais processados, aparecem novas doenças que atacam o aparelho digestivo. Com a diminuição das floresta, estamos mudando drasticamente todo o ecossistema do planeta, vírus e bactérias tendo seu "lar" destruído estão migrando para o ser predominante no planeta, nos causando doenças.
O ar, a água e a terra cada vez mais poluído.
Com o aumento da população a moradia está cada vez menor e mais caro.
No momento estou realmente confuso e desanimado com o futuro próximo, mas estou animado com o futuro distante [leia um outro post meu antigo http://aventurasdocavaleirodedrago.blogspot.com/2009/07/o-futuro-da-humanidade-num-sonho.html].
Espero ler esse texto daqui á alguns anos e rir muito de tudo isso.
sábado, 11 de dezembro de 2010
A Melhor Opção em Web Rádio: SIGNIFICADO DO DIA DO SEU NASCIMENTO - Material Retirado do Estudo da Cabala
DIA 22 - DIA DA PRATICIDADE
O nativo deste dia, como especificado, é tremendamente prático, adapta-se a qualquer tipo de trabalho e para atingir seus objetivos (caso os tenha), é capaz de feitos heroicos. Como tem visão futurista e perfeccionista ao extremo, inúmeras vezes deixa de aproveitar as ocasiões que se lhe deparam no dia a dia. Sendo um ser totalmente independente, tanto em considerar as coisas como as pessoas, despreza os convencionalismos e as tradições, o que normalmente lhe é prejudicial profissionalmente. Ainda com referência ao futurismo do nativo, normalmente não tem grandes ambições materiais e pouco se importa em ganhar ou acumular fortuna e, dessa maneira, está sujeito a muitos altos e baixos durante a vida. Para viver adequadamente, deve manter o equilíbrio entre as emoções e a praticidade. É de certa maneira nervoso tenso e necessita muito de repouso. Este seu lado negativo, em certos momentos, mostra um certo desequilíbrio emocional, tendendo à intolerância, impaciência, não se entendendo a si próprio e, assim vivendo em constante conflito com os mais próximos. Sendo um duplo '2', também na vida real as coisas tendem a acontecer-lhe em dobro, tanto para o bem, como para o mal, portanto, deve fazer um esforço redobrado para viver construtivamente e em harmonia com toda a humanidade. O 22 enxerga longe; em vista disso, deve sempre procurar profissões ou ocupações de caráter mais geral e não aquelas de interesse pessoal. Nasceu para a humanidade e em vista disso, tem enorme responsabilidade com seus semelhantes e para que todos os seus dons (que são muitos) possam se manifestar deve trabalhar como alto executivo, político, escritor de temas universalistas, artista, conferencista ou a chanceler. Em vista do seu alto grau de sensibilidade, está sujeito a distúrbios psíquicos, nervosos e também alterações no sistema glandular, principalmente quando reprimem ou lhe frustram seus ideais. Os vícios, principalmente o cigarro e o álcool são verdadeiros venenos para o seu organismo.
A Melhor Opção em Web Rádio: SIGNIFICADO DO DIA DO SEU NASCIMENTO - Material Retirado do Estudo da Cabala
O nativo deste dia, como especificado, é tremendamente prático, adapta-se a qualquer tipo de trabalho e para atingir seus objetivos (caso os tenha), é capaz de feitos heroicos. Como tem visão futurista e perfeccionista ao extremo, inúmeras vezes deixa de aproveitar as ocasiões que se lhe deparam no dia a dia. Sendo um ser totalmente independente, tanto em considerar as coisas como as pessoas, despreza os convencionalismos e as tradições, o que normalmente lhe é prejudicial profissionalmente. Ainda com referência ao futurismo do nativo, normalmente não tem grandes ambições materiais e pouco se importa em ganhar ou acumular fortuna e, dessa maneira, está sujeito a muitos altos e baixos durante a vida. Para viver adequadamente, deve manter o equilíbrio entre as emoções e a praticidade. É de certa maneira nervoso tenso e necessita muito de repouso. Este seu lado negativo, em certos momentos, mostra um certo desequilíbrio emocional, tendendo à intolerância, impaciência, não se entendendo a si próprio e, assim vivendo em constante conflito com os mais próximos. Sendo um duplo '2', também na vida real as coisas tendem a acontecer-lhe em dobro, tanto para o bem, como para o mal, portanto, deve fazer um esforço redobrado para viver construtivamente e em harmonia com toda a humanidade. O 22 enxerga longe; em vista disso, deve sempre procurar profissões ou ocupações de caráter mais geral e não aquelas de interesse pessoal. Nasceu para a humanidade e em vista disso, tem enorme responsabilidade com seus semelhantes e para que todos os seus dons (que são muitos) possam se manifestar deve trabalhar como alto executivo, político, escritor de temas universalistas, artista, conferencista ou a chanceler. Em vista do seu alto grau de sensibilidade, está sujeito a distúrbios psíquicos, nervosos e também alterações no sistema glandular, principalmente quando reprimem ou lhe frustram seus ideais. Os vícios, principalmente o cigarro e o álcool são verdadeiros venenos para o seu organismo.
A Melhor Opção em Web Rádio: SIGNIFICADO DO DIA DO SEU NASCIMENTO - Material Retirado do Estudo da Cabala
domingo, 5 de julho de 2009
Aventuras Amorosas ou Quase IV.
Gostava muito do meu carro. Tinha muito orgulho em dizer que meu possante era um vermelho importado da Itália.
Pensou que era uma Ferrari?
Bom... era um Fiat Tipo SLX 2.0 com muitos opcionais.
Numa noite, eu e meus amigos dando um rolê sem ter nada pra fazer, juntamos numa vaquinha um pouco de dinheiro para comprar uns gorós. Paramos num posto de gasolina que ficava aberto 24 horas e compramos algumas garrafas de bebida.
Agora só faltava um lugar legal para ir.
Entrando na primeira rua vimos que estava acontecendo uma festa numa casa e logo mandei ficarem de olho pra ver se tinha algum conhecido.
Bingo!!!
Realmente tinha uns caras conhecidos.
Invadimos a festa. Era de uma menina que estava fazendo aniversário de 15 anos.
O som tocava alto e o auge do sucesso daquele momento era os grupos É o Tchan e Terra Samba que tocavam sem parar.
As meninas todas ali dançando e eu tinha conseguido copos para então abrirmos as nossas garrafas. A bebida estava quente. Precisávamos de gelo, a opinião era unânime. Girei o meu braço e peguei na mão da primeira menina que estava dançando atrás de mim. Sem olhar quem era, perguntei:
_Você conhece a dona da festa?
Ela balançou a cabeça positivamente.
_Então vem comigo na cozinha que eu preciso de gelo.
Puxando-a pela mão, fomos até o freezer, peguei o gelo e coloquei no copo. Continuei conversando com ela normalmente como se tudo aquilo fosse a coisa mais normal do mundo. Ela um tanto assustada. Afinal não é todos os dias que um "penetra japonês cabeludo desconhecido", te arrasta do meio da pista de dança até a cozinha para roubar gelo.
Com toda minha cara-de-pau, fiquei flertando com a minha já amiga.
Ao amanhecer, nos despedimos e cada um foi para sua casa sem ao menos dizermos os nossos nomes, até que nos encontramos numa outra festa.
Dessa vez, eu não era um penetra. Meu amigo Régis estava comemorando seu aniversário... de sei lá quantos anos de idade. Se eu tinha 20 anos, acho q ele tinha uns 18.
Pra variar um pouquinho, fiquei bêbado. Não lembro de muita coisa, mas me recordo de tentar separar uma briga entre mãe e filha no meio da rua. Na verdade eu estava apanhando ali no meio e todos os meus amigos rindo de mim. Um bêbado levando sopapos de uma senhora deve ser muito cômico. Aparentemente a mãe não havia permitido à filha de ir a festa.
Nesse dia, conversei muito com minha amiga do gelo. Me lembro de ter vomitado no chão entre as pernas. Seu nome era Taty. Nome que nenhuma bebida do mundo será capaz de apagar da minha memória.
Ela morava uma rua abaixo de mim e eu nem sabia. Conhecia todas as pessoas daquela rua e não sabia que uma nova moradora havia chegado.
Começamos a sair. Trocamos intimidades. Ficamos amigos e numa noite na calçada em frente da casa do meu vizinho, nos beijamos.
Um namoro estava começando.
Passeamos, viajamos, nos divertimos. Foi tudo muito mágico, mas como em todos os relacionamentos, tivemos nossos altos e baixos. Da magia para um namoro de muita instabilidade. Eramos jovens e tinhamos tudo oquê viver pela frente com todos os nossos erros e acertos. Terminamos e reatamos o namoro varias vezes. "Fiquei" outras mulheres nesse período de vai e vem, até que um dia a Taty engravidou. Qual a razão do homem ter uma cabeça que pensa mais do que a outra? E qual a razão da mulher ter a falta de uma cabeça para não cometer certas irracionalidades. A resposta está nos instintos animais para a procriação, preservação e domínio da espécie humana.
Somente estudávamos e agora tinha um bebê a caminho. O mundo parecia ter se tornado incrivelmente assustador.
Resolvemos nos casar.
Acompanhei de perto toda a gravidez.
A aventura de uma nova vida.
A filha mais linda havia chegado ao mundo.
Muita coisa aconteceu desde então e teria que recontar alguma das histórias dos meus primeiros posts aqui do blog.
Mas basta dizer que hoje, depois de muita luta para tentar realizar um sonho, nos separamos.
Ela quebrou a confiança que sentia. Qual à razão da mentira?
Não sei ela, mas com certeza ainda me sinto muito só, mesmo depois de ter namorado outras mulheres.
Como poderia alguém viver após seus sonhos desmoronarem?
Como pode um homem viver sem um sonho?
Como poderia recuperar a confiança que sentia por você?
Meu sonho era voltar a morar na praia. Algum comércio para nos sustentar. Uma bela casa em algum lugar com vista para o mar tendo minha esposa e filha ao meu lado. Com minha família ao meu lado. Com as pessoas que amo ao meu lado.
Como pode um homem viver sem um sonho?
Como pode um homem viver sem um objetivo?
Qual outra mulher poderia me fazer sonhar novamente?
Pensou que era uma Ferrari?
Bom... era um Fiat Tipo SLX 2.0 com muitos opcionais.
Numa noite, eu e meus amigos dando um rolê sem ter nada pra fazer, juntamos numa vaquinha um pouco de dinheiro para comprar uns gorós. Paramos num posto de gasolina que ficava aberto 24 horas e compramos algumas garrafas de bebida.
Agora só faltava um lugar legal para ir.
Entrando na primeira rua vimos que estava acontecendo uma festa numa casa e logo mandei ficarem de olho pra ver se tinha algum conhecido.
Bingo!!!
Realmente tinha uns caras conhecidos.
Invadimos a festa. Era de uma menina que estava fazendo aniversário de 15 anos.
O som tocava alto e o auge do sucesso daquele momento era os grupos É o Tchan e Terra Samba que tocavam sem parar.
As meninas todas ali dançando e eu tinha conseguido copos para então abrirmos as nossas garrafas. A bebida estava quente. Precisávamos de gelo, a opinião era unânime. Girei o meu braço e peguei na mão da primeira menina que estava dançando atrás de mim. Sem olhar quem era, perguntei:
_Você conhece a dona da festa?
Ela balançou a cabeça positivamente.
_Então vem comigo na cozinha que eu preciso de gelo.
Puxando-a pela mão, fomos até o freezer, peguei o gelo e coloquei no copo. Continuei conversando com ela normalmente como se tudo aquilo fosse a coisa mais normal do mundo. Ela um tanto assustada. Afinal não é todos os dias que um "penetra japonês cabeludo desconhecido", te arrasta do meio da pista de dança até a cozinha para roubar gelo.
Com toda minha cara-de-pau, fiquei flertando com a minha já amiga.
Ao amanhecer, nos despedimos e cada um foi para sua casa sem ao menos dizermos os nossos nomes, até que nos encontramos numa outra festa.
Dessa vez, eu não era um penetra. Meu amigo Régis estava comemorando seu aniversário... de sei lá quantos anos de idade. Se eu tinha 20 anos, acho q ele tinha uns 18.
Pra variar um pouquinho, fiquei bêbado. Não lembro de muita coisa, mas me recordo de tentar separar uma briga entre mãe e filha no meio da rua. Na verdade eu estava apanhando ali no meio e todos os meus amigos rindo de mim. Um bêbado levando sopapos de uma senhora deve ser muito cômico. Aparentemente a mãe não havia permitido à filha de ir a festa.
Nesse dia, conversei muito com minha amiga do gelo. Me lembro de ter vomitado no chão entre as pernas. Seu nome era Taty. Nome que nenhuma bebida do mundo será capaz de apagar da minha memória.
Ela morava uma rua abaixo de mim e eu nem sabia. Conhecia todas as pessoas daquela rua e não sabia que uma nova moradora havia chegado.
Começamos a sair. Trocamos intimidades. Ficamos amigos e numa noite na calçada em frente da casa do meu vizinho, nos beijamos.
Um namoro estava começando.
Passeamos, viajamos, nos divertimos. Foi tudo muito mágico, mas como em todos os relacionamentos, tivemos nossos altos e baixos. Da magia para um namoro de muita instabilidade. Eramos jovens e tinhamos tudo oquê viver pela frente com todos os nossos erros e acertos. Terminamos e reatamos o namoro varias vezes. "Fiquei" outras mulheres nesse período de vai e vem, até que um dia a Taty engravidou. Qual a razão do homem ter uma cabeça que pensa mais do que a outra? E qual a razão da mulher ter a falta de uma cabeça para não cometer certas irracionalidades. A resposta está nos instintos animais para a procriação, preservação e domínio da espécie humana.
Somente estudávamos e agora tinha um bebê a caminho. O mundo parecia ter se tornado incrivelmente assustador.
Resolvemos nos casar.
Acompanhei de perto toda a gravidez.
A aventura de uma nova vida.
A filha mais linda havia chegado ao mundo.
Muita coisa aconteceu desde então e teria que recontar alguma das histórias dos meus primeiros posts aqui do blog.
Mas basta dizer que hoje, depois de muita luta para tentar realizar um sonho, nos separamos.
Ela quebrou a confiança que sentia. Qual à razão da mentira?
Não sei ela, mas com certeza ainda me sinto muito só, mesmo depois de ter namorado outras mulheres.
Como poderia alguém viver após seus sonhos desmoronarem?
Como pode um homem viver sem um sonho?
Como poderia recuperar a confiança que sentia por você?
Meu sonho era voltar a morar na praia. Algum comércio para nos sustentar. Uma bela casa em algum lugar com vista para o mar tendo minha esposa e filha ao meu lado. Com minha família ao meu lado. Com as pessoas que amo ao meu lado.
Como pode um homem viver sem um sonho?
Como pode um homem viver sem um objetivo?
Qual outra mulher poderia me fazer sonhar novamente?
A Maior de Todas as Aventuras.
Qual seria a maior de todas as aventuras que um homem poderia viver?
Pois vos digo que foi quando minha filha nasceu.
Uma gravidez não planejada. Jovens estudantes sem nenhuma carreira ainda construída, perdidos no meio desse novo mundo.
Filha, não importa oquê, quem quer que seja, que te fale ao meu respeito. Eu sempre, sempre pensei e penso em você à cada minuto. Te amo muito. Sempre vou te amar não importa onde eu ou você esteja. Nunca se esqueça disso.
Pois vos digo que foi quando minha filha nasceu.
Uma gravidez não planejada. Jovens estudantes sem nenhuma carreira ainda construída, perdidos no meio desse novo mundo.
Durante a gravidez, um desejo. Tivemos que comprar um certo cachorro quente no meio da madrugada e só poderia ser o cachorro quente daquela tiazinha lá da praça num outro bairro. Ainda bem que não foi nenhuma fruta fora de época. Dizem que as vezes o pai também sente desejo. Se é isso, então tive desejo de tomar Coca-Cola. Bom filha, você nasceu sem nenhuma marca de nascença, o que significa que atendemos todos os seus desejos.
Quando você nasceu, nem deu tanto trabalho. Pelo menos não vi sua mãe reclamar do parto. Você filha, era a nenê mais calma do mundo. Não chorava e dormia tranquila, claro que obedecendo a mamada a cada 2 horas. Não me importava nem um pouco em acordar e te dar mamadeira durante as madrugadas. Gostava de trocar suas fraldas que nem cheiravam tão ruim assim. Tinha um enorme prazer em te dar banho.
Você foi crescendo, começou a engatinhar e logo já estava andando. Você não era muito de falar em princípio. Você era mais do tipo doce e meiga. Aos seus 3 anos de idade tivemos de coloca-la no maternal, pois sua mãe e pai tinha de trabalhar. Ficamos com o coração partido quando a "pirua" veio te buscar. Mesmo nós conversando e explicando durante a semana o que aconteceria, você entrou na van assustada. Chorou, mas sem berreiro e sem cara feia. Somente as lágrimas escorrendo em sua face. Estávamos angustiados vendo a "pirua" virando a esquina. Então entramos no carro e seguimos você. Após pegar mais uma criança, foi para a escolinha. Estacionei uns 50 metros de distância tentando te ver se estava bem. Aparentemente estava tudo normal, mesmo assim entramos na escola para espia-la dentro da sala de aula. Acho que não era medo, mas saudade de casa o que você estava sentindo. Apesar das suas lágrimas, você estava bem, mas com certeza isso não tranquilizava nem a mim e nem a sua mãe. Dias depois a diretora nos mostrou um vídeo com você durante a aula . Não tinha mais lágrimas e finalmente ficamos mais tranquilos. Sempre soube que você é muito corajosa filha. Logo já estava com muitos amigos e até com um namoradinho. Depois de tanto sofrimento, foi maravilhoso ver você me ensinando palavras em inglês. que acabara de aprender. Fiquei muito orgulhoso da minha maior aventura.
Filha, não importa oquê, quem quer que seja, que te fale ao meu respeito. Eu sempre, sempre pensei e penso em você à cada minuto. Te amo muito. Sempre vou te amar não importa onde eu ou você esteja. Nunca se esqueça disso.
Declaro Meu Amor e Agradeço.
Li em vários lugares que devemos agradecer e dizer o quanto amamos antes que aconteça alguma coisa e que seja tarde demais.
Então tenho que agradecer aos meus parentes e amigos por tudo que me fizeram.
Ao meu pai que nunca me deixou faltar dinheiro ou qualquer tipo de bem material. Apesar de sempre querer que eu faça uma coisa ou outra e nunca se preocupar com o que eu sinto. Me abasteceu em tudo exceto em meu coração, na minha carência afetiva, em meu ânimo para realizar meus sonhos, me parabenizar pelas minhas conquistas, de se divertir comigo. Apesar de tudo, sempre te amei. Sonhei com um tipo de pai, mas sempre o amarei como é. Sinto falta do snowboard juntos.
Minha mãe. É complicado de escrever, mas sempre tentei te fazer mais ativa para o mundo, mas as novelas e os deveres como dona de casa sempre tomavam seu tempo. Obrigado por sempre cozinhar, lavar roupas e louças, varrer o chão, de ser minha mãe. Te amo!!! Mesmo você nunca usando um vestido que te dei. Será que ainda a verei correndo atrás de tudo que deseja? Saiba minha amada mãe que nunca é tarde.
Meu irmão Jorge. Apesar das nossas frequentes brigas infantis, sempre nos amamos e sempre cuidamos um do outro de certa forma. Temos o mesmo signo. Até o RG, só os dois últimos números são diferentes. Casou-se e tem sua família agora. Quando conheci a Fê, entendi o por quê. Todos em sua família são maravilhosos. Eita irmão sortudo que encontrou o Gui, meu GRANDE sobrinho.
Minha tia Sueli. Foi minha outra mãe. Me fez gostar de ler, montar quebra-cabeças, arquitetura, cinema, misticismo, viajar. Fez a primeira festa de aniversario da minha vida. Obrigado pelo "o postal" quando estava na Europa. Lamento ter te dado somente um notebook de valor. Gostaria de te dar muito mais. Ainda temos de ir para Roma juntos.
Shin, Marleth e Cia. Sem palavras para descrever essa família. De longe a mais amada de todas as famílias. Era meu segundo lar. As meninas não sei explicar, mas estive perto durante a gravidez, nascimento e crescimento das 3. As considero muito mais do que primas. Com toda certeza que se eu fosse um órfão, seria neste lar que desejaria viver. Amo demais todos vocês.
Todos os outros tios e tias, primos e primas, também me ajudaram muito e em muitas vezes, nunca vou esquecer toda família, tanto por parte do meu pai (Tio Shinko, tia Tieko, tio Kazuo, tia Yukime e principalmente ao tio Nobu e tia Mari) quanto da parte da minha mãe (tio Hiro, tia Mônica, tio Seibo, tia Lúcia, tio Toshibo) .
Aos primos e primas. Obrigado de todo coração. Emerson, não esqueço o dia que fomos assistir uma banda e você vomitou. Taty e Marcinha, longa vida pra vocês. Ichan, Ricardo e Mario, depois do que vocês já passaram, não morrem nunca mais. Só Ikume vai se dar bem rsrs. Satie também se deu muito bem. Claro!!! Baita maridão. Kazuki, vai ser um tipico e tradicional japonês. Kaori, Ariça e Ayumi, assim como as filhas do tio Nobuo, tem toda a vida pela frente, com todas as chances de ser o que quiserem ser. Nunca se esqueçam da Akemi. Ela foi uma guerreira. A guerreira mais carinhosa e altruísta do mundo.
Amigos e amigas do Brasil, que passaram em minha vida desde meus amigos da Praia Grande e Jundiapeba ao pessoal do Goulart, Cangaíba e Cisper, amigos da Federal, amigos do Aikido, amigos de Bauru em especial para as pessoas da "Vila", meu muito obrigado.
Aos meus amigos do Japão devo um agradecimento especial, que sem as suas companhia provavelmente não suportaria as tamanhas provações que vivi nesse país. Digo amigo com a boca cheia sem distinguir nacionalidade. São além dos brasileiros e japoneses, obviamente, amigos do Peru, Bolívia, Paraguai, Tailândia, Filipinas, Laos, China, EUA, Austrália, Itália, França, etc. Nunca vi em nenhum outro lugar um país ter tantos estrangeiros vivendo num país. Aprendi muito e vivi muito tudo isso. Não tenho palavras para descrever tamanha gratidão.
Amigos e amigas da internet, vocês foram uma nova forma de conviver com as pessoas espalhadas pelo mundo, a qual me foi uma grata surpresa. Nunca imaginei fazer laços tão fortes com pessoas que nem se quer conheço pessoalmente. Considerei de verdade como sendo parte da minha família.
E o mais importante de todos os agradecimentos.
Obrigado filha por você aparecer na minha vida.
Nos piores momentos da minha vida tive você em meu coração para me dar forças e continuar lutando contra o cansaço, desanimo, dores, sono, solidão e tristeza. Você é a chama que sempre me mantem aceso não importa o tamanho do furacão que sopra. Você é meu foco para manter a lucidez diante da loucura desse mundo cão.
Te amo. Te amo e te amo filha.
Amo todos vocês.
Então tenho que agradecer aos meus parentes e amigos por tudo que me fizeram.
Ao meu pai que nunca me deixou faltar dinheiro ou qualquer tipo de bem material. Apesar de sempre querer que eu faça uma coisa ou outra e nunca se preocupar com o que eu sinto. Me abasteceu em tudo exceto em meu coração, na minha carência afetiva, em meu ânimo para realizar meus sonhos, me parabenizar pelas minhas conquistas, de se divertir comigo. Apesar de tudo, sempre te amei. Sonhei com um tipo de pai, mas sempre o amarei como é. Sinto falta do snowboard juntos.
Minha mãe. É complicado de escrever, mas sempre tentei te fazer mais ativa para o mundo, mas as novelas e os deveres como dona de casa sempre tomavam seu tempo. Obrigado por sempre cozinhar, lavar roupas e louças, varrer o chão, de ser minha mãe. Te amo!!! Mesmo você nunca usando um vestido que te dei. Será que ainda a verei correndo atrás de tudo que deseja? Saiba minha amada mãe que nunca é tarde.
Meu irmão Jorge. Apesar das nossas frequentes brigas infantis, sempre nos amamos e sempre cuidamos um do outro de certa forma. Temos o mesmo signo. Até o RG, só os dois últimos números são diferentes. Casou-se e tem sua família agora. Quando conheci a Fê, entendi o por quê. Todos em sua família são maravilhosos. Eita irmão sortudo que encontrou o Gui, meu GRANDE sobrinho.
Minha tia Sueli. Foi minha outra mãe. Me fez gostar de ler, montar quebra-cabeças, arquitetura, cinema, misticismo, viajar. Fez a primeira festa de aniversario da minha vida. Obrigado pelo "o postal" quando estava na Europa. Lamento ter te dado somente um notebook de valor. Gostaria de te dar muito mais. Ainda temos de ir para Roma juntos.
Shin, Marleth e Cia. Sem palavras para descrever essa família. De longe a mais amada de todas as famílias. Era meu segundo lar. As meninas não sei explicar, mas estive perto durante a gravidez, nascimento e crescimento das 3. As considero muito mais do que primas. Com toda certeza que se eu fosse um órfão, seria neste lar que desejaria viver. Amo demais todos vocês.
Todos os outros tios e tias, primos e primas, também me ajudaram muito e em muitas vezes, nunca vou esquecer toda família, tanto por parte do meu pai (Tio Shinko, tia Tieko, tio Kazuo, tia Yukime e principalmente ao tio Nobu e tia Mari) quanto da parte da minha mãe (tio Hiro, tia Mônica, tio Seibo, tia Lúcia, tio Toshibo) .
Aos primos e primas. Obrigado de todo coração. Emerson, não esqueço o dia que fomos assistir uma banda e você vomitou. Taty e Marcinha, longa vida pra vocês. Ichan, Ricardo e Mario, depois do que vocês já passaram, não morrem nunca mais. Só Ikume vai se dar bem rsrs. Satie também se deu muito bem. Claro!!! Baita maridão. Kazuki, vai ser um tipico e tradicional japonês. Kaori, Ariça e Ayumi, assim como as filhas do tio Nobuo, tem toda a vida pela frente, com todas as chances de ser o que quiserem ser. Nunca se esqueçam da Akemi. Ela foi uma guerreira. A guerreira mais carinhosa e altruísta do mundo.
Amigos e amigas do Brasil, que passaram em minha vida desde meus amigos da Praia Grande e Jundiapeba ao pessoal do Goulart, Cangaíba e Cisper, amigos da Federal, amigos do Aikido, amigos de Bauru em especial para as pessoas da "Vila", meu muito obrigado.
Aos meus amigos do Japão devo um agradecimento especial, que sem as suas companhia provavelmente não suportaria as tamanhas provações que vivi nesse país. Digo amigo com a boca cheia sem distinguir nacionalidade. São além dos brasileiros e japoneses, obviamente, amigos do Peru, Bolívia, Paraguai, Tailândia, Filipinas, Laos, China, EUA, Austrália, Itália, França, etc. Nunca vi em nenhum outro lugar um país ter tantos estrangeiros vivendo num país. Aprendi muito e vivi muito tudo isso. Não tenho palavras para descrever tamanha gratidão.
Amigos e amigas da internet, vocês foram uma nova forma de conviver com as pessoas espalhadas pelo mundo, a qual me foi uma grata surpresa. Nunca imaginei fazer laços tão fortes com pessoas que nem se quer conheço pessoalmente. Considerei de verdade como sendo parte da minha família.
E o mais importante de todos os agradecimentos.
Obrigado filha por você aparecer na minha vida.
Nos piores momentos da minha vida tive você em meu coração para me dar forças e continuar lutando contra o cansaço, desanimo, dores, sono, solidão e tristeza. Você é a chama que sempre me mantem aceso não importa o tamanho do furacão que sopra. Você é meu foco para manter a lucidez diante da loucura desse mundo cão.
Te amo. Te amo e te amo filha.
Amo todos vocês.
E a Aventura Tem Início.
Tentei lembrar da minha primeira aventura. Afinal é essa à ideia principal do blog, contar minhas aventuras.
Morava em São Paulo numa casa enorme junto com meus avós, quatro tios e uma tia. Tínhamos ido ao Playcenter. Me recordo de pedir pra andar numa moto. Aqueles brinquedos que se coloca uma ficha e ele só fica balançando. Sentado naquela supercross mexendo pra frente e pra trás... essa foi minha primeira aventura. Minha tia tinha ido numa balança, que aos meus olhos era gigantesco. Fiquei doido para ir, mas não me deixaram. Então vi a montanha russa Super Jet. Meus olhos brilharam. Queria ir de qualquer jeito, mas novamente não me deixaram. Será devido a minha idade de pouco mais de três anos? Depois só lembro de me colocarem no carrossel e eu incrivelmente frustrado. Acho que notaram que estava entediado e me deram aquela tradicional bola gigante e colorida.
No dia seguinte era vôlei com a bola gigante no meio da sala de estar com meu irmãozinho que tinha pouco mais de um ano. A bem dita bola tinha que ir justamente num vaso no alto da estante? Tinha! O vaso caiu e partiu em milhões de pedaços. Escutei meu avô berrando e vi ele bufando, vindo em minha direção e tirando o cinto das calças. Corri feito doido até a copa onde minha mãe estava e me agarrei nela fazendo-a de meu escudo. Não adiantou nada. Levei varias cintadas na bunda e em tudo mais onde não conseguia enxergar sem auxílio de um espelho. Apesar dessa atitude, meu avô me conquistava quando ele me levava para passear no centro da cidade escondido da minha mãe e da minha avó. Conquistava meu carinho quando construía uns brinquedos na marcenaria dele no andar inferior.
Desde então, nessa casa, vivia aprontando. Desde tombos com meu super triciclo turbinado, até um sério acidente em que cai rolando escada abaixo, que me faz sangrar o nariz até os dias de hoje. Minha avó tinha uma receita infalível pra parar o sangramento. Ficar puxando os cabelos perto da nuca eeeeeee... olhar para o teto por cinco minutos.
Desde então, nessa casa, vivia aprontando. Desde tombos com meu super triciclo turbinado, até um sério acidente em que cai rolando escada abaixo, que me faz sangrar o nariz até os dias de hoje. Minha avó tinha uma receita infalível pra parar o sangramento. Ficar puxando os cabelos perto da nuca eeeeeee... olhar para o teto por cinco minutos.
Em busca de novas aventuras, nos mudamos para Praia Grande na Baixada Santista e lembro de chegar tarde da noite. Uma casa com um quintal cimentado enorme e um pequeno jardim com um pé de bananeira. Tomamos banho gelado, pois não tinha chuveiro naquelas horas da noite. Os hipermercados 24 horas só surgiriam anos mais tarde. Neste quintal enorme (lotado de carros dos parentes nas altas temporadas) que aprendi a andar de bicicleta e de patíns.
Meus pais nunca foram de conversar comigo. Nem como pais, nem como amigos. Para se ter uma ideia, as vezes tenho trauma de lugares novos.
Calma que eu explico.
Calma que eu explico.
Num belo dia, minha mãe me manda tomar banho e colocar umas roupas novas. Logo pensei que era para um passeio ou algo assim. Então chega buzinando uma Kombi azul que tinha algumas crianças dentro.
_Nossa!!! Que legal!!! Vamos passear!!! Onde será que vai?
Entro correndo e a porta se fecha atrás de mim. Cadê a minha mãe? Ela não entrou. Gritei para abrirem a porta. Comecei a bater no vidro e a gritar por socorro. Minha mãe do outro lado do vidro sorriu. Sei que não foi um sorriso de deboche, mas ainda me lembro muito bem daquela situação. Tinha 4 anos e estava indo para o "prézinho". Meu primeiro dia de aula, eu só sabia perguntar pela minha mãe. Essa foi minha primeira aventura longe de alguém da minha família. Com o tempo, como deveria de ser, fui me acostumando e comecei a conversar e fazer amizades. As vezes as crianças e as "tias" me olhavam torto. Eu misturava tudo na hora de falar. Mistura japonês com português e isso me atrapalhava as vezes o que tornavam as coisas engraçadas depois.
_Nossa!!! Que legal!!! Vamos passear!!! Onde será que vai?
Entro correndo e a porta se fecha atrás de mim. Cadê a minha mãe? Ela não entrou. Gritei para abrirem a porta. Comecei a bater no vidro e a gritar por socorro. Minha mãe do outro lado do vidro sorriu. Sei que não foi um sorriso de deboche, mas ainda me lembro muito bem daquela situação. Tinha 4 anos e estava indo para o "prézinho". Meu primeiro dia de aula, eu só sabia perguntar pela minha mãe. Essa foi minha primeira aventura longe de alguém da minha família. Com o tempo, como deveria de ser, fui me acostumando e comecei a conversar e fazer amizades. As vezes as crianças e as "tias" me olhavam torto. Eu misturava tudo na hora de falar. Mistura japonês com português e isso me atrapalhava as vezes o que tornavam as coisas engraçadas depois.
Depois de um tempo, nos mudamos novamente e dessa vez para Jundiapeba. Um pequeno distrito do Município de Mogi das Cruzes, mas sempre indo para São Paulo visitar os parentes. Fui sortudo, pois tive mais de um pai e mais de uma mãe. Primas que são como irmãs.
Meu pai tinha uma chácara nesse distrito. Doce tempo em que brincava no mato , no lago e na terra. Minha mãe não falava nada quando meu irmão e eu voltávamos pra casa todo imundo de terra. Não tinha muito o que falar. Quando íamos para a chácara, voltávamos imundos, se ficássemos em casa voltávamos todo ralado da rua isso quando eu não ficava com o dedão do pé sangrando. Andar de skate descalço não é recomendável. Era ruim também ter de usar calça comprida e tênis para ir a escola quando estava todo machucado. Com seis anos entrei no primeiro ano do primário e com nove anos comecei a ir na escola japonesa também.
Um dia estava andando de bicicleta pela chácara, um dos empregados do meu pai queria me mostrar novos lugares. Fomos num lugar longe onde tinha uma tubulação de aço enorme, cerca de dois metros de diâmetro. O empregado me pediu para ir atrás do tubo pra ver algo. Ele segurou em meu braço e começou a se esfregar em mim. Tirou o pênis e falou pra mim chupar que era gostoso. Eu tinha oito anos e não entendia o sentido daquilo, mas senti que tinha algo errado e escapei dele, peguei a bicicleta e voltei para chácara o mais rápido que pude. Talvez por sorte, o peso lhe veio à mente e ele me deixou ir embora. Este é outro fato que ninguém sabe. No dia seguinte ele tentou roubar meu pai, mas não conseguiu. Fugiu e nunca mais soubemos dele.
Em Jundiapeba também fui a um circo pela primeira vez e assisti um show da Mara Maravilha. Aprendi usar estilingue, montar uma arapuca, caçar rã, fazer e empinar pipa, comer frutas silvestres direto do pé e "furar" o trem. Passear sem pagar a passagem definitivamente era uma aventura para uma criança. Na escola tive redações (com muitos erros ortográficos) e desenhos escolhidos para exibições em varias ocasiões. Tive um bom professor de educação física que mostrou o atletismo e demais esportes coletivos. Nos ensinou as regras do jogo para a vida.
E nesta terra magica em que estava crescendo, sem mais nem menos, fiquei doente. Começou com um apêndice e tempos depois não conseguia andar. Até hoje não sei o que eu tive. Desmaiava e perdia a memória com frequência.
Mudamos de volta para São Paulo com meus avós e minha tia. Meus tios estavam todos no Japão. Depois de muitos hospitais, médicos, remédios e injeções, voltei a andar. Depois de quase dois anos na batalha, voltei a ir pra escola, mas desta vez meu pai tinha ido ao Japão. Foi uma época difícil. Eu estava voltando à sociedade sem um pai. Continuei a ter desenhos e redações escolhidos, ainda não sei a razão, já que erro demais na gramática. Talvez por ter o que contar. Eu tinha enciclopédias a vontade enquanto estive doente. Juntando as que eu tinha, mais com as da minha tia, montamos uma biblioteca formidável. Foi a época em que comecei a gostar da aviação militar e queria ser piloto de caça.
Fui crescendo e a moda do skate estava no auge, depois vieram as montain bikes e logo depois foi a vez do patins in line. Não podemos esquecer também dos vídeo games. Nintendo e Sega reinavam. Os brinquedos da Estrela eram imbatíveis.
Tive inúmeras aventuras nessa época sempre acompanhado de bons amigos e amigas, que num outro dia escreverei. Já chega por hoje.
Meu pai tinha uma chácara nesse distrito. Doce tempo em que brincava no mato , no lago e na terra. Minha mãe não falava nada quando meu irmão e eu voltávamos pra casa todo imundo de terra. Não tinha muito o que falar. Quando íamos para a chácara, voltávamos imundos, se ficássemos em casa voltávamos todo ralado da rua isso quando eu não ficava com o dedão do pé sangrando. Andar de skate descalço não é recomendável. Era ruim também ter de usar calça comprida e tênis para ir a escola quando estava todo machucado. Com seis anos entrei no primeiro ano do primário e com nove anos comecei a ir na escola japonesa também.
Um dia estava andando de bicicleta pela chácara, um dos empregados do meu pai queria me mostrar novos lugares. Fomos num lugar longe onde tinha uma tubulação de aço enorme, cerca de dois metros de diâmetro. O empregado me pediu para ir atrás do tubo pra ver algo. Ele segurou em meu braço e começou a se esfregar em mim. Tirou o pênis e falou pra mim chupar que era gostoso. Eu tinha oito anos e não entendia o sentido daquilo, mas senti que tinha algo errado e escapei dele, peguei a bicicleta e voltei para chácara o mais rápido que pude. Talvez por sorte, o peso lhe veio à mente e ele me deixou ir embora. Este é outro fato que ninguém sabe. No dia seguinte ele tentou roubar meu pai, mas não conseguiu. Fugiu e nunca mais soubemos dele.
Em Jundiapeba também fui a um circo pela primeira vez e assisti um show da Mara Maravilha. Aprendi usar estilingue, montar uma arapuca, caçar rã, fazer e empinar pipa, comer frutas silvestres direto do pé e "furar" o trem. Passear sem pagar a passagem definitivamente era uma aventura para uma criança. Na escola tive redações (com muitos erros ortográficos) e desenhos escolhidos para exibições em varias ocasiões. Tive um bom professor de educação física que mostrou o atletismo e demais esportes coletivos. Nos ensinou as regras do jogo para a vida.
E nesta terra magica em que estava crescendo, sem mais nem menos, fiquei doente. Começou com um apêndice e tempos depois não conseguia andar. Até hoje não sei o que eu tive. Desmaiava e perdia a memória com frequência.
Mudamos de volta para São Paulo com meus avós e minha tia. Meus tios estavam todos no Japão. Depois de muitos hospitais, médicos, remédios e injeções, voltei a andar. Depois de quase dois anos na batalha, voltei a ir pra escola, mas desta vez meu pai tinha ido ao Japão. Foi uma época difícil. Eu estava voltando à sociedade sem um pai. Continuei a ter desenhos e redações escolhidos, ainda não sei a razão, já que erro demais na gramática. Talvez por ter o que contar. Eu tinha enciclopédias a vontade enquanto estive doente. Juntando as que eu tinha, mais com as da minha tia, montamos uma biblioteca formidável. Foi a época em que comecei a gostar da aviação militar e queria ser piloto de caça.
Fui crescendo e a moda do skate estava no auge, depois vieram as montain bikes e logo depois foi a vez do patins in line. Não podemos esquecer também dos vídeo games. Nintendo e Sega reinavam. Os brinquedos da Estrela eram imbatíveis.
Tive inúmeras aventuras nessa época sempre acompanhado de bons amigos e amigas, que num outro dia escreverei. Já chega por hoje.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Uma Grande Guerreira.
Akemi, minha prima de 10 anos de idade, segunda mais velha entre 4 irmãs. Com certeza a mais carinhosa, meiga e altruísta de todas.
Foi tão rápido. Um dia estávamos num shopping. Levava ela de cavalinho. Saía correndo com ela em minhas costas, mas nesse dia ela me pedia para ir devagar. Me pedia a todo momento para leva-la, pois estava cansada. Estranhei aquilo, mas não dei importância. Akemi só descia das minhas costas quando era vez de levar as irmãs.
Algumas semanas depois, minha tia à levava para uma clinica para examinar o cansaço que frequentemente ela sentia. A principio era uma gripe, depois achavam que era desde asma até caxumba.
Em questão de dias ela piorou e foi internada num hospital próximo. Sem resultados aparentes foi transferida para um outro hospital com as mais modernas e melhores equipamentos e condições. Descobriu-se que ela estava com uma doença muito rara e que atacava pessoas idosas. Um em milhões de idosos tem à chance de ter essa doença. Uma doença rara e nova. Foi descoberta à vinte e tantos anos atrás.
Num dia que à visitamos, não tinha ideia, mas acreditava que ainda iríamos brincar muito, mesmo ela ali deitada, tomando soro na UTI. Ela sorria e brincava. Tão pura, ingênua e gentil quanto uma criança poderia ser, presa naqueles montes de tubos injetando remédios em suas veias.
Minha tia foi fazer massagem nos braços dela, mas Akemi recusou dizendo: _Mãe! Você vem aqui todos os dias e ainda tem que cuidar da casa e das irmãs. Você que deve está cansada! Me dá sua mão pra mim fazer massagem em você.
Dentro das possibilidades de suas forças e da tala que segurava sua mão, Akemi massageou a mão da minha tia. No dia anterior ao aniversário da segunda mais nova das irmãs, Akemi pediu para ela não ir ao hospital visita-la e sim, comemorar o aniversário com bolo e ir em algum lugar como costumeiramente se fazia nesta família. Claro que o pedido não foi aceito e todos estavam no hospital.
Aquela visão otimista e alegre que a Akemi tinha, nos fazia acreditar que tudo estava bem e logo estaria em casa, então um mês se passou assim..
Num dia, numa visita... não sei explicar, mas um pânico e medo me preencheu. Ela estava ali, deitada na cama, entubada e em coma induzido. Meus tios não me disseram que ela estava em coma induzido. Talvez não conseguiram dizer.
Chorei...
Não podia acreditar naquela imagem em que as lágrimas insistiam em cegar. Respirei fundo e me aproximei ao lado dela. Peguei em seus dedos que era onde estava livre de tubos e esparadrapos. Beijei sua testa que era o único lugar onde a sonda me permitia tocar em seu rosto.
Chegando em casa chorei de novo e de novo e de novo. Meu tio teve de parar de trabalhar. Precisaria de pelo menos um responsável no hospital 24 horas por dia. O estado dela era critica e precisaria da autorização dos responsáveis para que os médicos fizessem qualquer coisa. Revesando, pelo menos uma pessoa dormia em algum canto no hospital. Não podia dormir com ela na UTI.
Os pulmões da Akemi estavam empedrando. Ela não sobreviveria sem a sonda. Pouco a pouco seus pulmões perdia a elasticidade.
Numa das visitas, peguei a Bíblia, abri numa página qualquer e li um trecho em que falava sobre a fé. De quando Cristo curou os enfermos. De quando ressuscitou a filha de um pai aflito. Rezei naquele momento em silêncio. Acreditei naquela minha prece. Antes de ir embora, falei ao ouvido da Akemi que eu tinha que ir embora. Pedi pra ela não desistir. Pedi pra ela continuar lutando e que ainda a levaria de cavalinho. Tenha fé.
Ao me despedir do meu tio falei do que li na Bíblia e repeti o que eu tinha dito para Akemi:
_Tenha fé tio. Tenha fé.Ao me despedir do meu tio falei do que li na Bíblia e repeti o que eu tinha dito para Akemi:
Meu tio segurou as lágrimas e engoliu seco. Tornei a repetir:
_Todos nós tendo a mesma fé, ela vai ficar bem. Ela sairá do hospital com vida. Tenha fé.
E naquela noite suas funções vitais haviam melhorado um pouco.
Na minha próxima visita, minha tia me empurrou a Bíblia em minhas mãos, como se eu lendo, a Akemi melhoraria. Li e rezei. Pedi para minha tia também ter fé. Lhe disse que toda a nossa fé unida faria Akemi melhorar. Não era somente a minha fé que iria salvá-la.
Mas a situação piorava. Um pulmão já não funcionava e o outro estava à 20%. Como ela não se alimentava, seus demais órgãos estavam atrofiando. Estava parando de urinar, assim não eliminava as toxinas do corpo. Seu coração aumentou muito de tamanho e passou a trabalhar em dobro para tentar manter aquele frágil sistema em funcionamento. A cada hora ela precisava de um medicamento para fazer funcionar uma coisa, trazendo complicações em outras.
O estado dela era tão critico que o menor movimento em seu corpo diminuía suas funções vitais. Ela teve que ficar imóvel. Não queiram ver o que acontece as costas, quando ficamos deitados por longo período sem se movimentar ou sem ser massageado.
Os médicos sempre dizendo que a qualquer momento ela poderia falecer, nos fazendo ir ao hospital as pressas diversas vezes pensando que ela havia falecido. A cada dia em que era avisado que "dessa noite não passaria", nós sofríamos. Mas ela lutou por mais longos 2 meses naquele sono forçado.
Akemi não perdeu para a doença. Esse vírus não conseguiu destruí-la em poucos dias como os médicos diziam. O vírus sucumbiu primeiro. Depois de muitos exames, diante de muitos médicos descrentes, foi confirmada que Akemi tinha ganhado essa batalha contra o vírus e só assim ela finalmente descansou.
AKEMI, A GRANDE GUERREIRA.
No velório o padre me pediu para ler um trecho da Bíblia. Subi ao palanque e comecei a ler na parte indicada e era justamente o versículo que eu havia lido naquele quarto de hospital. Olhei para meu tio e tia, olhei para as minhas primas... chorei. Chorei diante daquela multidão que se espremiam dentro da igreja. Continuei lendo e tive vontade de jogar a Bíblia na cruz atrás de mim. Não contei para ninguém sobre essa coincidência. E agora estou aqui, digitando.
Não sei se alguém irá ler essa história. Não sei se alguém passará a ter fé. Só sei que perdi a minha fé.
Não sei se alguém irá ler essa história. Não sei se alguém passará a ter fé. Só sei que perdi a minha fé.
O Futuro da Humanidade num sonho.
Seguindo exemplo de Júlio Verne, Isaac Asimov ou talvez Nostradamus, resolvi testar minha visão para o futuro da humanidade.
Pelo menos não vejo "O Fim do Mundo ou da Humanidade", mas vejo finalmente a evolução.
Num futuro próximo vejo a população mundial reduzida a metade. A comida e a moradia está cada vez mais escassa e cara. Estamos super-povoando o planeta e esgotando, destruindo e poluindo tudo ao nosso redor. As fábricas e muitos serviços cada vez mais robotizados, irá aumentar a taxa de desemprego que já está elevada. A violência terá seu ápice, afinal o que uma pessoa seria capaz de fazer ao sentir e ver sua família morrendo de fome?
Nós modificamos o planeta de tal forma que a natureza de algum jeito tentará encontrar um equilíbrio. O clima irá destruir muitas vidas. Doenças novas e difíceis de combater irão surgir. Vírus também estão vivos e tentaram sobreviver.
Diante de tanta dificuldade o carro elétrico, a hidrogênio, a ar, ou seja lá qual energia renovável e limpa, irá surgir. Mesmo com as industrias petroquímicas fazendo todo possível para se manter, novos meios de se produzir energia irá surgir. Dessa forma, os principais poluentes do planeta irão se modificar. Imaginem todas as fábricas e meios de transporte com emissão zero de poluente. A reciclagem se tornará um hábito. Todos os produtos serão cada vez mais fáceis de se reciclar.
Com a população reduzida a metade, a natalidade mundial seria "monitorada" e mantida de certa forma controlada. A devastação e modificação da natureza finalmente estaria controlada. A evolução tecnológica atingiria uma velocidade tremenda. Toda e qualquer forma de produção será automatizada. Não precisaremos mais trabalhar para produzir comida, energia ou qualquer produto.
O trabalho que restaria aos humanos seriam para estudos, desenvolvimento, entretenimento, cultura, administração, esportes e lazer.
A comunicação/internet móvel se desenvolverá incrivelmente. As imagens serão transmitidas diretamente à iris do olho e os sons diretamente ao ouvido. Os comandos serão executados mentalmente. Ao sair do trabalho, bastaria mandar uma mensagem mental para a empregada doméstica robô que gostaria de jantar 250 gramas de bife assado, mais uma salada de alface, cebola e tomate, temperado com molho italiano. Durante o percurso, você conversa com uma imagem translúcida da sua mãe transmitida diretamente ao olho.
Filmes e jogos estariam tão reais aos sentidos da audição e da visão que frequentemente se confundiria a realidade com a fantasia. Claro que se distinguiria rapidamente, afinal nos filmes e jogos, você passaria neles como se fosse um fantasma. Sem sentir o toque.
A nanotecnologia estaria tão desenvolvida que as roupas mudariam de forma e cor conforme seus desejos e necessidades.
Nesse futuro distante, a consciência humana atingiria um estágio de clareza. Já que o homem não precisava mais trabalhar para produzir qualquer coisa, já que a população mundial estava controlada, já que os robôs e computadores móveis pessoais estariam tão desenvolvidos, toda comida, energia, moradia, produtos e serviços seriam gratuitos. O homem trabalharia em algo por puro prazer. Todo e qualquer produto seria fabricado por robôs. Todo e qualquer serviço seria feito por robôs ou computadores. O dinheiro não será mais necessário. Seriamos como as tribos indígenas vivendo alegremente, pacificamente e harmoniosamente com tudo e com todos.
Não preciso dizer que isso é uma utopia, um sonho.
Será que o homem seria capaz de viver sem levar ao extremo seus diversos sentimentos como ganância e ódio? Será que o homem seria capaz de viver em paz consigo mesmo e com os outros? Será que o homem seria capaz de viver sem a doce loucura?
Sinto muitíssimo em afirmar que essa sociedade utópica somente se tornara realidade após muitos e muitos sonhos.
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